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Acidente de Laís Souza se torna problema para COB

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O drama de Laís Souza, que ficou tetraplégica ao sofrer uma queda enquanto treinava para participar da Olimpíada de Inverno em Sochi, no início de fevereiro, na Rússia, comove o Brasil. O próximo programa dominical de fim de noite da TV Globo, Fantástico, exibirá uma entrevista com Laís, que já consegue falar e até se alimentar pela boca. Apesar dos avanços na recuperação, Laís não voltará a ter uma vida normal.

Há duas semanas, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) lançou uma campanha chamada #euapoioLais e informou, na última semana que já havia arrecadado cerca de R$ 75 mil. Com esse dinheiro, seria possível que a ex-atleta pudesse ao menos comprar uma cadeira de rodas especial, já que sua situação de apenas conseguir mexer a cabeça deverá ser permanente. Mas a entidade que é presidida por Carlos Arthur Nuzman, o mesmo que chefia o Comitê Organizador das Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016, está sendo alvo de críticas por meio de atletas e jornalistas. Tudo por que, a entidade se exclui da responsabilidade direta de Laís, e ensaia abandoná-la a sua própria sorte assim que o tratamento de três meses que está fazendo em um Hospital de Miami terminar.

Segundo uma nota emitida pelo COB, a entidade não teria nenhuma responsabilidade pela situação de Laís, já que a lesão aconteceu em um treino e não em uma competição oficial. Segundo o COB, o seguro de vida cobriria danos somente se Laís estivesse em uma eliminatória ou final de competição. Na nota divulgada, o COB diz ainda que está custeado o tratamento inicial da ex-atleta por opção.

Laís foi da equipe de ginastica artística que não foi para Olimpíada de Londres, em 2012, por ter tido uma fratura na mão, poucos dias da competição.

COB recruta atleta mas se isenta de responsabilidade

Laís Souza, após o ciclo olímpico de 2012 foi recrutada pelo Comitê Olímpico Brasileiro, em um programa da entidade chamado Projeto Ex-Atletas. O papel de Laís seria aumentar o número de participantes em esportes de neve, para que o Brasil tivesse uma presença maior no evento de Sochi. A princípio, ela não participaria da competição disputada na Rússia, porém, como evoluiu nos treinamentos feitos sem neve, em uma pista que simulava neve no Brasil acabou ganhando a chance. Em seus primeiros treinamentos com neve, feitos em Salt Lake City, nos Estados Unidos, pouco antes que embarcaria para Sochi, sofreu a lesão.

A carreira de uma ex-atleta da ginástica é curta. Laís, hoje com 25 anos estava desempregada. Desde a adolescência foi atleta, mas nunca tinha visto a neve antes.

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