Chama olímpica é acesa e dá início ao revezamento para jogos do Rio | aRede
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Chama olímpica é acesa e dá início ao revezamento para jogos do Rio

A cidade de Olímpia parou nesta quarta-feira para assistir ao ensaio oficial da Cerimônia de Acendimento da Chama Olímpica. Com o Sítio Arqueológico tomado por crianças, turistas, curiosos e moradores, a atriz grega Katerina Lehou, acompanhada por várias

Chama olímpica foi acessa em Olímpia, na Grécia
Chama olímpica foi acessa em Olímpia, na Grécia -

Cerimônia em Olímpia a partir das 6h (de Brasília) abre alas para um revezamento que vai envolver mais de 12 mil condutores até a Cerimônia de Abertura, em 5 de agosto.

 A cidade de Olímpia parou nesta quarta-feira para assistir ao ensaio oficial da Cerimônia de Acendimento da Chama Olímpica. Com o Sítio Arqueológico tomado por crianças, turistas, curiosos e moradores, a atriz grega Katerina Lehou, acompanhada por várias sarcerdotisas, acendeu a tocha olímpica em frente ao Templo de Hera.

Nesta quinta (21.04), a partir das 6h (de Brasília), o tour terá o início oficial. Assim que for aceso por Lehou, o fogo olímpico foi transmitido ao primeiro carregador, o ginasta grego Eleftherios Petrounias, campeão mundial das argolas na ginástica artística e medalha de prata no evento-teste da modalidade, no último fim de semana. Ele caminhará em direção ao monumento em homenagem a Pierre de Coubertin, o francês que idealizou os Jogos Olímpicos Modernos.

No percurso, o bicampeão olímpico Giovane Gávio, do vôlei, será o primeiro brasileiro a ter a honra de participar do revezamento. "Não vou correr. Vou fazer os 250 metros que cabe a cada condutor bem devagar. Não quero que esse momento mágico acabe rápido", diz o medalhista de ouro nos Jogos de 1992 (Barcelona) e 2004 (Atenas).  

Para o ministro do Esporte, Ricardo Leyser, a cerimônia, que promove a conexão entre os Jogos da Antiguidade, nascidos em Olímpia 776 a.C., e os Jogos da Modernidade, é repleta de simbolismos. “Aqui é onde tudo começou e onde os Jogos foram criados, imaginados. Na Grécia antiga, havia tréguas de três meses antes e depois dos Jogos para que os guerreiros pudessem participar”, disse Leyser, que representa o governo federal brasileiro na cerimônia.

Exaltação às divindades

Os gregos da Antiguidade consideravam o fogo um elemento divino. A chama que ficava exposta na entrada dos principais templos, como o de Olímpia, era acesa através de raios de sol com o uso da "skaphia", um espelho côncavo. O objetivo do ritual era assegurar a pureza do fogo que queimaria permanentemente nos altares dos deuses Zeus, Héstia e Hera.

O Revezamento da Tocha Olímpica é um retrato das cerimônias que um dia fizeram parte dos Jogos da Antiguidade de Olímpia. A cidade, aliás, e a maneira rústica como a chama é acesa reforçam a conexão entre os Jogos da Antiguidade e os da Modernidade.

De mão em mão

Após rápido trajeto pela Grécia, o símbolo olímpico será entregue ao Brasil em 27 de abril, ainda na Europa. Após a travessia do Atlântico, em 3 de maio terá início, em Brasília, o revezamento pelo Brasil. O Governo do Distrito Federal já detalhou como será o evento na capital federal, com direito a rapel, canoa havaiana, ciclistas e nadadores num trajeto de 105 quilômetros.

“A chama vai rodar o Brasil de norte a sul, as capitais e os principais pontos turísticos”, disse Leyser. “Com certeza esse fogo vai esquentar o coração do brasileiro e fazer um aquecimento para o início dos Jogos, chamando a atenção para o esporte e para os atletas que estão chegando. O Brasil começa a entrar, finalmente, no clima olímpico”.

O revezamento será feito, além dos carregadores, por um comboio de veículos, que deve passar por cerca de 500 localidades: 300 cidades receberão o revezamento propriamente dito e outras 200 assistirão à passagem do comboio com a chama exposta.

O circuito foi definido levando em conta critérios logísticos, turísticos e culturais. Além de envolver o povo brasileiro no aquecimento para os Jogos, a ideia do revezamento é contar histórias de todos os lugares do Brasil e servir como um legado de inspiração para as gerações futuras.

Etiene, o greco-baiano

Bem menos famoso que Giovane, outro brasileiro chamou a atenção no evento. Etiene Andrade de Jesus parecia não acreditar no que está por vir. "Moro em Pyrgos – distante 25 quilômetros de Olímpia – e terei a honra de ser a primeira pessoa a carregar a tocha na minha na cidade", disse o professor de musculação e capoeira.

Aos 34 anos, Etiene chegou à Grécia em 2006 e já imagina que não vai segurar a emoção durante os 250 metros em que carregar a tocha. "Representar o meu país vai ser especial. É importante ter um brasileiro, que mora aqui na Grécia, e que poderá participar de um momento tão importante", disse o baiano nascido em Porto Seguro.

Ponta Grossa

A tocha olímpica passará por Ponta Grossa entre os dias 15 e 16 de julho. A tocha deve pernoitar no município enquanto faz o trajeto entre Fazenda Rio Grande, Araucária, Campo Largo, Ponta Grossa (pernoite) e Castro.

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