Lula rebate Flávio: “Não vou permitir que um miliciano me chame de 9 dedos"
Petista exigiu desculpas pela fala e chamou Flávio Bolsonaro de "granfino" e "com uma prática política muito duvidosa"

O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rebateu o senador Flávio Bolsonaro (PL) nesta sexta-feira (23/10), durante o debate presidencial da TV Globo, e disse que “não vai permitir” que um “miliciano” o chame de “nove dedos”.
“Se tem alguém aqui nesse público que sabe o que é o mundo do trabalho, sou eu. Se tem alguém que perdeu o dedo com 17 anos, fui eu, trabalhando da noite quando não podia trabalhar. Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos. Não vou permitir. Ele nunca trabalhou na vida. Não sabe o que é uma carteira [de trabalho]. O primeiro emprego que ele teve foi emprego foi falso, pelo pai dele. Ele trabalhava com o pai, mas ficava em Brasília”, disse Lula.
Em certo momento do debate, Lula questionou o adversário sobre a proposta do governo para implementar tarifa zero no transporte público aos fins de semana, e Flávio rebateu: “Não adianta nada o salário mínimo de R$ 1,6 mil se você dá com uma mão e tira com os nove dedos”, disse o candidato.
O petista exigiu que o opositor pedisse desculpas pela fala. “E vem chamar eu de nove dedos? Você vai ter que pedir desculpas. Milhões de trabalhadores se acidentam por irresponsabilidade patronal, que obriga a gente a trabalhar em jornada que a gente não tem que trabalhar”, pontuou.
O candidato à reeleição chamou Flávio ainda de “granfino” e “com uma prática política muito duvidosa”.
“Eu era de menor e trabalhava à noite porque ou trabalhava ou não comia. E não posso aceitar que um granfino, com uma prática política muito duvidosa, venha me chamar de nove dedos”, completou Lula.
Em seguida, Flávio se desculpou com o presidente: “Lula, se eu te ofendi por ter te chamado de nove dedos, eu te peço desculpas, de verdade. Não queria te ofender”.
Com informações do Metrópoles.
RESUMO
Reação e crítica às ofensas: Lula rebateu a fala de Flávio Bolsonaro, afirmando que não aceitaria ser chamado de "nove dedos" por alguém com "prática política duvidosa" e lembrando que perdeu o dedo trabalhando aos 17 anos em condições precárias.
Cobrança por acidente de trabalho: O presidente defendeu os milhões de brasileiros que sofrem acidentes de trabalho por irresponsabilidade patronal e exigiu um pedido de retratação ao opositor.
Pedido de desculpas: Após a cobrança e o desabafo de Lula durante o debate, Flávio Bolsonaro desculpou-se publicamente, declarando que não teve a intenção de ofendê-lo.



