Campanha de Lula usará 'marketing do medo' contra abstenção no 2° turno | aRede
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Campanha de Lula usará 'marketing do medo' contra abstenção no 2° turno

PT pretende adaptar discurso de 2014 e destacar possíveis impactos sobre programas sociais

Presidente Lula, candidato a presidência
Presidente Lula, candidato a presidência -

Publicado Por Milena Batista

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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara uma estratégia para tentar reduzir a abstenção no segundo turno das eleições, principalmente nas regiões metropolitanas do Sul e do Sudeste. A ideia é apresentar mensagens direcionadas a diferentes grupos de eleitores, associando uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) a possíveis mudanças em programas sociais.

A estratégia, chamada internamente de “cardápio do medo”, busca adaptar uma fórmula utilizada pelo PT nas eleições de 2014. Naquele ano, a campanha de Dilma Rousseff explorou a possibilidade de mudanças em programas sociais caso seus adversários chegassem ao governo.

Segundo a campanha, o índice de abstenção no primeiro turno chegou a 21%. O entorno de Lula identificou taxas elevadas, principalmente nas periferias de grandes cidades do Sul e do Sudeste, incluindo a região metropolitana de São Paulo, áreas consideradas importantes para o eleitorado petista.

Conforme a CNN, a avaliação da campanha é de que reduzir o número de eleitores que deixaram de votar será fundamental para a disputa do segundo turno. Por isso, Lula teria orientado ministros e aliados a percorrerem periferias de grandes cidades para levar mensagens específicas a grupos com maior índice de abstenção.

Mensagens serão direcionadas a públicos

Para os eleitores idosos, a campanha pretende destacar o Farmácia Popular. A mensagem deverá mencionar a redução do programa durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) e associar sua continuidade ao resultado do segundo turno.

Entre as mães, o foco deverá ser a merenda escolar. A estratégia é destacar a ausência de reajustes no programa durante o governo anterior.

Já para cooperativistas e produtores ligados à agricultura familiar, a campanha pretende abordar o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), apresentado como importante para a compra da produção e a manutenção dos preços.

A estratégia prevê, portanto, diferentes mensagens de acordo com o perfil do eleitor, em vez de concentrar a campanha em um único programa social.

Bolsa Família deve ter menos destaque

Estrategistas da campanha avaliam que uma abordagem centrada exclusivamente no Bolsa Família teria menor impacto neste momento. Por isso, a orientação é ampliar o discurso para outros programas e políticas públicas que tenham relação direta com diferentes grupos de eleitores.

A estratégia retoma elementos utilizados pelo PT em 2014, mas com uma abordagem segmentada para tentar alcançar eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno.

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