Renan Santos diz que dever do 'Missão' é derrotar o Centrão
Durante sabatina, o candidato também reafirmou a defesa pela desvinculação dos pisos da saúde e da educação

Em sabatina realizada pelo UOL e pela Folha de S. Paulo nesta sexta-feira (11), o candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) fez novas críticas ao Centrão. "Derrotar o Centrão, que pra mim é a grande anomalia da política brasileira, é o dever do meu partido político", declarou.
"O compromisso nosso em tornar a democracia brasileira funcional é um compromisso histórico. A vitória do Partido Missão vai ser necessariamente a vitória da democracia no Brasil", acrescentou o prefeitável.
Pauta fiscal
Na área econômica, o postulante reafirmou a defesa pela desvinculação dos pisos da saúde e da educação. "A desvinculação do piso da saúde e da educação, vai permitir que haja um controle de contas públicas e uma maior capacidade do governo de propor seu orçamento, aumentar a capacidade de investimento, isso aumenta a riqueza geral, e aumentando a riqueza geral, você aumenta o poder de compra", argumentou.
Santos pontuou ainda que o formato atual do salário mínimo sofreria modificações em seu projeto. "A questão toda é gatilhos automáticos para reajustes de benefícios usando o salário mínimo", explicou.
Pena de morte
Embora tenha se dito pessoalmente a favor da pena de morte, o candidato descartou tratar do tema em uma eventual primeira gestão. "Nos quatro anos de mandato, acho que é uma discussão que não é possível", afirmou. Indagado se sua postura seria radical, Renan Santos rechaçou o rótulo e se definiu como uma pessoa "sensata".
Durante o bloco de respostas rápidas, o chamado "pinga-fogo", o presidenciável posicionou-se favorável à dosimetria das penas dos condenados pelo 8 de janeiro, à reformulação total do foro privilegiado e reiterou sua oposição à reeleição. Por fim, o postulante também declarou apoio à autonomia do Banco Central.
RESUMO
Oposição ao Centrão e visão democrática: O candidato define a derrota do Centrão como compromisso central do Partido Missão para restabelecer a funcionalidade da democracia no país.
Propostas econômicas e fiscais: Defende a desvinculação dos pisos constitucionais da saúde e da educação para dar margem ao orçamento, a revisão dos reajustes automáticos do salário mínimo e a manutenção da autonomia do Banco Central.
Segurança e reformas institucionais: Declara-se a favor da pena de morte no âmbito pessoal — embora descarte pautar o tema em um primeiro mandato —, posiciona-se contra a reeleição e apoia a reformulação total do foro privilegiado e a dosimetria das penas do 8 de janeiro.



