Lula cita Lava Jato, Moro e Dallagnol em entrevista; senador rebate
Lula afirmou ter sido vítima de acusações falsas e disse que decidiu cumprir a prisão para provar que Sergio Moro e Deltan Dallagnol haviam mentido

O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, voltou a citar a própria experiência na Lava Jato ao explicar, durante entrevista à TV Globo, por que evita considerar culpadas pessoas que ainda estão sob investigação.
Lula afirmou ter sido vítima de acusações falsas e disse que decidiu cumprir a prisão para provar que Sergio Moro e Deltan Dallagnol mentiram.
O presidente também criticou a cobertura jornalística do período e acusou veículos de comunicação de reproduzirem acusações que, segundo ele, posteriormente se mostraram falsas. “A imprensa brasileira comprou uma mentira, vendeu a mentira e nunca reconheceu que comprou a mentira”, declarou.
RESPOSTA
O candidato ao governo do Paraná Sergio Moro (PL) se manifestou após ser chamado de “mentiroso” pelo presidente. Algoz no petista na operação Lava Jato, o ex-juiz reagiu: “Transtornado. Rancoroso. Mentiroso”.
As declarações de Lula foram dadas durante a cabatina aos jornalistas César Tralli e Renata Vasconcellos. O petista afirmou que a imprensa brasileira “produziu um monstro chamado Moro, chamado Dallagnol” e que foi para a cadeia para provar que ambos são “mentirosos”.
No X, Moro afirmou que a sabatina do presidente candidato à reeleição foi um “tapa na cara dos brasileiros e brasileiras que trabalham e são honestos”.
PRISÃO DE LULA
O petista foi condenado pelo então juiz federal Sergio Moro por corrupção em 2017, e em abril de 2018, foi preso após ter a sentença do caso do triplex no Guarujá confirmada em segunda instância.
Em abril de 2021, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou as alegações da defesa, de que ele não deveria ter sido julgado pela Justiça Federal em Curitiba, e anulou as condenações e os processos em andamento.
Logo depois, o Supremo também concordou com a defesa de Lula sobre a suspeição de Sergio Moro, acusado de atuar politicamente contra o petista.
Entre os argumentos usados pelos advogados do presidente estão a decretação de uma condução coercitiva do então investigado em 4 de março de 2016, sem que ele tenha sido convocado a depor voluntariamente, e a divulgação do conteúdo de um grampo entre Lula e a então presidente Dilma, em março de 2016, ignorando o foro privilegiado da chefe do Executivo.
RESUMO
Aplicações do caso Lava Jato: Durante entrevista à TV Globo, o presidente Lula utilizou sua experiência e prisão na Operação Lava Jato para justificar o motivo de não apontar culpados em investigações em andamento, criticando a imprensa por ter replicado acusações que se provaram falsas.
Ataques a Moro e Dallagnol: Lula declarou que a imprensa criou os ex-integrantes da operação e que foi preso para provar que Sergio Moro e Deltan Dallagnol mentiram a seu respeito.
Reação e histórico da prisão: Sergio Moro repondeu às declarações chamando o presidente de "transtornado, rancoroso e mentiroso", enquanto o histórico relembra a anulação das condenações de Lula pelo STF devido à incompetência do foro de Curitiba e à parcialidade de Moro.





















