Caiado defende a criação de uma polícia internacional com poder para atuar no Brasil
Sem detalhar como funcionaria a instituição, o candidato disse que a ideia é que a polícia possa realizar prisões em território brasileiro e nos demais países participantes

O candidato à presidência Ronaldo Caiado (PSD) defendeu, nesta terça-feira (25), a criação de uma polícia internacional em parceria com outros 10 países da América Latina. Sem detalhar como funcionaria a instituição, o candidato disse que a ideia é que a polícia possa realizar prisões em território brasileiro e nos demais países participantes.
“Essa polícia vai poder entrar, desde que esteja tratando de assuntos de contrabando de armas, lavagem de dinheiro, drogas, você não precisa ter limite, você vai passar pra outros países e eles vão ter liberdade para adentrar no Brasil”, disse Caiado em entrevista à TV Globo.
Para Caiado, a medida não comprometeria a soberania brasileira. “O que compromete a soberania é você sair e não poder entrar na Rocinha”, disse. Segundo ele, só falta um presidente de centro-direita para convencer os demais países a criarem o mecanismo. “Os presidentes hoje são de centro-direita. Só está faltando o Caiado ganhar a eleição para completar”, declarou o candidato do PSD. As informações são da Carta Capital.
Caiado não detalhou qual seria o custo desta proposta, citando apenas que seriam “bilhões”. Ele afirmou ainda que o mecanismo seria gerido pelo ministro da Segurança Pública. “Se ficar alguma dúvida em relação a isso [prisões], eu como presidente vou propor aos meus colegas presidentes limítrofes que façamos com que a prisão seja feita”, declarou.
Questionado sobre a anistia aos golpistas do 8 de Janeiro, o ex-governador voltou a defender uma anistia geral, comparando livrar os golpistas das suas penas com a anulação das sentenças do presidente Lula (PT). “Todo mundo ficou eufórico porque estava tendo um combate à corrupção no Brasil e, de repente, o Supremo diz: ‘Olha, o fórum não foi correto, não poderia ser lá no Paraná’, diz.
Lula, cabe lembrar, não foi anistiado. Em 2021, a Corte anulou as condenação no âmbito da Operação Lava Jato por entender que a 13ª Vara Federal em Curitiba não tinha competência legal para julgar as acusações.
RESUMO
Criação de Polícia Internacional: Propõe a formação de uma força policial transnacional conjunta com os 10 países vizinhos da América do Sul, voltada ao combate ao narcotráfico, contrabando de armas e lavagem de dinheiro, com permissão para atuar e efetuar prisões em território brasileiro e nos demais países participantes.
Defesa da Anistia Ampla e Irrestrita: Enfatiza a concessão de anistia geral aos envolvidos e condenados pelos atos do 8 de Janeiro como medida para acabar com a polarização política e "pacificar o país", comparando a pacificação ao perdão concedido por Juscelino Kubitschek no passado.
Contraponto Jurídico sobre a Anulação de Lula: Compara a situação dos condenados do 8/1 à anulação das condenações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Operação Lava Jato — ressaltando o texto jornalístico que, enquanto Lula teve seus processos anulados pelo STF por razões de foro de competência legal, não se tratou de uma lei de anistia.





















