Lula avalia aceno em defesa da redução de gastos públicos
A campanha à reeleição não espera apoios de grandes nomes do mercado financeiro no primeiro turno, mas ainda atua por sinalizações em um eventual segundo turno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia ampliar acenos para a necessidade de reduzir gastos públicos em um eventual novo mandato.
Nas últimas semanas, dois interlocutores econômicos da campanha à reeleição, Dario Durigan e Edinho Silva, buscaram empresários e investidores para sinalizar um aperto fiscal em uma nova gestão.
Segundo relatos à CNN Brasil, investidores da Faria Lima sinalizaram descrença do mercado sobre os planos de ajuste fiscal de Lula e cobraram uma postura mais firme do petista sobre o tema.
Em conversas reservadas, Lula tem afirmado que não gosta do termo “ajuste fiscal”, mas que defende uma contenção maior dos gastos públicos, inclusive com um arcabouço fiscal mais restritivo.
A ideia é que, em entrevistas e sabatinas, o petista faça novos acenos sobre controle das despesas públicas, na tentativa de acalmar o pessimismo do setor produtivo e de investidores estrangeiros.
A campanha à reeleição não espera apoios de grandes nomes do mercado financeiro no primeiro turno, mas ainda atua por sinalizações em um eventual segundo turno com o candidato do PL, o senador Flávio Bolsonaro.
O presidente planeja incluir no seu programa de reeleição uma proposta de um arcabouço fiscal mais restritivo. Hoje, a regra limita o aumento das despesas primárias do governo federal a um percentual do crescimento das receitas.
A ideia seria diminuir o número de exceções, entre elas os gastos para modernização das Forças Armadas e a ajuda emergencial a empresas estatais.
A gestão petista deve terminar este ano com um gasto de 1,3% do PIB (Produto Interno Bruto) fora das restrições do atual arcabouço fiscal.
Segundo o Tesouro Nacional, em maio, o país registrou um déficit primário de R$ 53,257 bilhões. Os gastos previdenciários e com benefícios têm puxado o aumento da dívida.
RESUMO
Sinalização ao mercado financeiro: Interlocutores da campanha têm buscado empresários e investidores para indicar o compromisso com o controle de gastos no próximo governo, tentando amenizar a desconfiança e o pessimismo do setor produtivo.
Proposta de ajuste fiscal: Lula prevê incluir no programa de reeleição um arcabouço fiscal mais rígido, reduzindo exceções à regra de limites de despesas (como gastos com estatais e Forças Armadas).
Cenário das contas públicas: A iniciativa surge em resposta a dados do Tesouro Nacional que mostram aumento do déficit e da dívida pública, impulsionados por despesas previdenciárias e benefícios sociais.





















