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PT e União Brasil negam ao STF controle de presidentes sobre emendas

Partidos afirmam que destinação dos recursos cabe aos parlamentares; prazo para respostas das legendas termina em 19 de agosto

O ministro Flávio Dino durante sessão Plenária do STF
O ministro Flávio Dino durante sessão Plenária do STF -

Publicado por Iolanda Lima

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O PT (Partido dos Trabalhadores) e o União Brasil afirmaram ao STF (Supremo Tribunal Federal) que seus presidentes nacionais não possuem cotas, reservas ou poder para definir a destinação de emendas parlamentares.

As manifestações foram apresentadas em resposta a Flávio Dino. Em 15 de julho, o ministro pediu que os presidentes dos partidos com representação no Congresso esclarecessem se participam da gestão, distribuição ou operacionalização dessas verbas.

O prazo concedido foi de dez dias úteis. Como os prazos processuais do Judiciário ficam suspensos durante o recesso, a contagem do prazo termina em 19 de agosto. As informações são da CNN Brasil.

O que disse o PT

Em resposta ao STF, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que não dispõe e nunca dispôs de cotas, reservas ou qualquer outro mecanismo de alocação de emendas.

O partido sustentou que a presidência de uma legenda não integra a estrutura constitucional e orçamentária responsável pela indicação dos recursos. Segundo a manifestação, as decisões cabem aos próprios parlamentares ou aos colegiados do Congresso competentes para apresentar emendas, como bancadas estaduais e comissões.

União Brasil também nega participação formal ou informal

O União Brasil afirmou que seu presidente nacional, Antônio Rueda, não possui qualquer mecanismo formal ou informal para definir, gerir, distribuir ou operacionalizar emendas parlamentares.

A legenda declarou que esse tipo de estrutura nunca existiu desde sua criação, em 2021, tanto durante a gestão do ex-presidente Luciano Bivar quanto na administração atual.

"Não existe mecanismo pelo qual a utilização de emendas parlamentares dependa de autorização, aprovação ou deliberação da Presidência Nacional ou de qualquer órgão partidário. A decisão sobre a apresentação e destinação de emendas é tomada diretamente pelos parlamentares, no exercício de seus mandatos, sem condicionamento a aval da direção partidária", disse a legenda.

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