Requião Filho diz que tem 3 nomes para candidato a vice: “mas não será do PT” | aRede
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Requião Filho diz que tem 3 nomes para candidato a vice: “mas não será do PT”

O anúncio do escolhido vai acontecer no dia 5 de agosto, quando os partidos que fazem parte da coligação (PDT, PT, PV, PCdoB, PSol e Rede) farão um evento

O candidato Requião Filho (PDT) durante discurso na Assembleia Legislativa do Paraná
O candidato Requião Filho (PDT) durante discurso na Assembleia Legislativa do Paraná -

Publicado por Iolanda Lima

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O deputado estadual Requião Filho (PDT), que vai disputar a eleição ao Governo do Paraná, afirmou nesta quinta-feira (29) que tem três nomes cogitados para serem seu parceiro de chapa, como candidato a vice-governador. No entanto, ressaltou que o escolhido não será do PT, partido que faz parte de sua coligação, mas tem forte rejeição perante o eleitorado paranaense. A declaração foi feita durante entrevista à Rádio Banda B e à Ric RECORD, em live no Instagram. As informações são do Portal Banda B, parceiro do Portal aRede.

“Segura a ansiedade. Porque, como eu já falei no dia da convenção, eu não gosto de falar uma coisa e fazer outra. Então, como a gente está nessa construção ainda, eu só vou falar o meu vice quando sair” disse Requião Filho

Segundo o candidato, o anúncio do escolhido vai acontecer no dia 5 de agosto, quando os partidos que fazem parte da coligação dele (PDT, PT, PV, PCdoB, PSol e Rede) farão um evento político de lançamento das suas candidaturas majoritárias. Além de Requião Filho ao governo, a aliança vai ter a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) e o ex-deputado federal Doutor Rosinha (PT) na disputa pelo Senado.

Propostas de Requião Filho incluem a reversão de projetos do atual governo

Questionado sobre uma de suas propostas, que é “reestatização” da Copel, Requião Filho afirmou que a companhia de energia já pagou mais em dividendos do que o Governo do Paraná recebeu quando decidiu vender ações da empresa na bolsa de valores.

De acordo com seu plano, haveria três possibilidades de retomada da empresa. A primeira, com uma investigação policial do processo de venda, que, segundo ele, resultaria em uma volta da Copel ao Paraná “praticamente a custo zero”.

A segunda envolveria uma articulação com a sociedade civil para mudar a legislação e permitir a recompra, por parte do governo, das ações que foram vendidas no mercado. Na sua visão, o custo seria compensado ao longo do tempo por causa dos dividendos pagos pela empresa.

Por terceiro, o candidato do PDT disse que tentaria uma ação judicial, por crer que a venda de ações foi prejudicial ao interesse público, com um “contrato leonino”. No entanto, pontuou que vê descrédito na Justiça e que dificilmente isso seria resolvido em quatro anos, que é a duração do mandato de governador.

Requião Filho ainda defendeu o fim das discussões para privatização da Celepar, que tem o processo de venda discutido judicialmente. Ele defendeu que a companhia é uma “galinha dos ovos de ouro”, com um “potencial incrível”. No entanto, disse que sofre com má gestão. Também alegou que a proteção dos dados pessoais dos paranaenses impede a gestão privada dos serviços prestados atualmente pela Celepar.

Fim dos programas Parceiro da Escola e das escolas cívico-militares

Questionado sobre suas propostas para educação, com a possível reversão dos programas de escolas cívico-militares e do Parceiro da Escola, Requião Filho afirmou que não quer “voltar atrás” e sim “andar para frente”.

O pedetista defendeu um “retorno da autonomia para o professor na sala de aula”, em que o docente possa disciplinar, reprovar e punir os maus alunos. Segundo ele, as escolas cívico-militares são “um modelo criado em cima de uma propaganda, não em cima de um projeto pedagógico”.

Sobre o Parceiro da Escola, Requião Filho foi enfático ao declarar que elas custam mais ao Governo do Paraná do que manter escolas públicas.

“A gente está pagando mais caro para ter o mesmo serviço. Isso é contraproducente, isso é ineficiente, isso é ruim. É gasto de dinheiro público” disse o candidato

Defesa de câmeras corporais para policiais

Embora defenda que não é o que vai “resolver” o problema da segurança pública, Requião Filho defendeu a adoção do uso de câmeras corporais por parte das forças policiais do Paraná.

“Eu acho que a câmera corporal para o policial que está na rua é uma segurança para o policial e para o cidadão. Eu não vejo como algo ruim. Funciona muito bem em vários Estados e distritos americanos” afirmou

Para a área, o candidato do PDT defendeu concursos públicos para a contratação de mais policiais para todas as forças, desde a Militar até a Penal. Ele criticou o que chamou de “baixos salários” pagos aos servidores da segurança. Requião Filho afirmou ainda que há cargas horárias excessivas aos policiais no Estado. “O policial está trabalhando 60 horas por semana. E nós perdemos mais policiais para o suicídio do que em confronto com bandidos”, destacou.

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