Caiado lança candidatura com chapa pura e foco em segurança pública
Presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, também foi confirmado como vice na chapa que disputará a corrida presidencial

O PSD confirmou neste domingo (26) a candidatura de Ronaldo Caiado na disputa à Presidência da República. O presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, também foi oficializado como vice na chapa que disputará corrida presidencial.
Caiado deixou o União Brasil e se filiou ao PSD neste ano para disputar as eleições ao Planalto. Ainda em janeiro, Caiado anunciou a mudança de partido, que foi oficializada em março.
Ex-governador de Goiás, Caiado foi escolhido pelo PSD para encabeçar a "chapa pura" do partido. A legenda, no entanto, contou com outros dois integrantes que miravam as eleições ao Planalto, os governadores Ratinho Jr., do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul.
Em março, Ratinho, que até então era o favorito para a disputa, anunciou a desistência da disputa. Caiado foi então escolhido por Kassab para liderar a chapa.
É a primeira vez que o PSD terá um nome próprio disputando a cadeira da Presidência. Com a chapa pura, o partida mira se consolidar como o principal nome da "terceira via" e como representante da centro-direita na disputa presidencial.
Caiado já disputou as eleições presidenciais uma vez, em 1989, pelo antigo PSD. Ele ficou em décimo lugar e durante o segundo turno apoiou o ganhador do pleito, Fernando Collor.
Segurança pública
Durante a convenção, Caiado afirmou que, caso seja eleito, pretende priorizar a segurança pública. Em seu discurso, também fez críticas ao PT (Partido dos Trabalhadores) e ao cenário de polarização política no país.
O candidato declarou que um futuro presidente deve ser capaz de "libertar o país do sequestro do PT e das facções", em referência às críticas que costuma fazer ao governo federal e à política de segurança pública.
Sem mencionar diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Caiado afirmou que o governo estaria estimulando conflitos com os Estados Unidos para desviar a atenção dos problemas internos do Brasil.
O ex-governador também disse que "do outro lado" há ataques e agressões contra autoridades que, segundo ele, têm o objetivo de tirar o foco de assuntos que deveriam ser esclarecidos à população.
Ao apresentar propostas para a área de segurança pública, Caiado afirmou que as mulheres enfrentam um cenário de crescente insegurança e defendeu medidas mais duras contra autores de violência doméstica. Segundo ele, um eventual governo ampliaria o uso de tornozeleiras eletrônicas e reforçaria a prisão de agressores.
O candidato também defendeu que bens de pessoas condenadas por violência contra a mulher sejam confiscados e destinados às vítimas como forma de reparação pelos danos sofridos.
Segundo Caiado, a mesma linha de endurecimento deverá ser aplicada a condenados por estupro, pedofilia e corrupção. Na avaliação do candidato, esses crimes devem receber punições mais rigorosas dentro de uma política de combate à criminalidade.
Com informações da CNN Brasil.





















