Suspeito de matar funcionário do Hemepar é denunciado | aRede
PUBLICIDADE

Suspeito de matar funcionário do Hemepar é denunciado

O MP/PR ainda apontou que o homicídio triplamente qualificado foi motivado por homofobia

Ronieverson era funcionário do Hemepar, unidade vinculada à Sesa.
Ronieverson era funcionário do Hemepar, unidade vinculada à Sesa. -

Da Redação

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

O suspeito de matar Ronieverson Pedrozo Lopes, de 36 anos, foi denunciado à Justiça pelo crime de homicídio triplamente qualificado. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (1º) pelo Ministério Público do Paraná (MP/PR). O MP ainda apontou que o crime foi motivado por homofobia.

O funcionário do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) foi dado como desaparecido no último dia 17 e encontrado morto dentro de uma mala no dia 21 de agosto, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

De acordo com o MP, a denúncia criminal foi proposta nesta sexta (1º) por meio da 7ª Promotoria de Justiça de Crimes Dolosos Contra a Vida. O crime ocorreu em uma casa no bairro Cajuru, em 17 de agosto deste ano. A vítima foi morta a marteladas durante um encontro íntimo e colocada em uma mala, depois enterrada em Piraquara. À época, o suspeito auxiliou a Polícia Civil a localizar o corpo.

A promotora de Justiça, Roberta Franco Massa, comentou a denúncia. Ela ressaltou que se trata de mais um caso de homofobia dentro do “país que mais mata a população LGBTQIAPN+”.

"A denúncia relata como o acusado atraiu a vítima para o seu endereço e a matou, demonstrando sua aversão, seu preconceito e sua homofobia odiosa. Infelizmente, ainda são utilizados as mesmas justificativas para este tipo de caso, em que a vítima é homossexual", disse a Roberta Franco Massa, promotora de Justiça.

Segundo relatou a promotoria, o denunciado é casado com uma mulher, mas escondia dela que costumava manter relações íntimas com homens, a partir de aplicativos de celular. Em uma dessas situações conheceu a vítima, um homem de 36 anos, e passou a manter contato com ele, marcando um encontro na casa em que vivia com a esposa.

Durante essa ocasião, o denunciado terminou matando a vítima, a golpes de martelo.

"O crime foi praticado por motivo torpe consistente na homofobia, eis que o denunciado praticou o homicídio imbuído pelo sentimento de aversão odiosa à orientação sexual e identidade de gênero de […], homem gay que lhe despertava desejos sexuais",  trecho da denúncia feita pelo MP/PR.

MPPR sustenta que crime foi executado com meio cruel

Além da qualificadora de motivo torpe – por homofobia – o MPPR sustenta que o crime foi executado com meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Diante da situação, Roberta ainda revelou que o suspeito alegou ter sido atacado pela vítima, antes do crime acontecer.

O denunciado alega que foi atacado pela vítima, que queria forçá-lo ao ato sexual que antes era consentido. Tentando pregar na vítima a imagem de desregrado, de predador sexual, para se livrar da responsabilidade de seu ato odioso.

Após o crime, conforme apontou a denúncia, o suspeito limpou a casa e saiu no carro da vítima com o corpo em uma mala, que enterrou em Piraquara.

Com informações: Banda B.

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right