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Ex-secretária que aplicou golpes é presa em salão de beleza

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Afonso Verner

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Policiais civis do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) prenderam na tarde de ontem (10), no bairro Bigorrilho, em Curitiba, Luciane Machado Russo, de 49 anos, ex-secretária de médicos especialistas em transplante de medula óssea. Ela é suspeita de aplicar golpes contra pacientes que procuravam o Hospital Nossa Senhora das Graças, na capital.

“Essa mulher apropriava dos valores que eram destinados para os pagamentos dos tratamentos. Aproveitando de sua função e das fragilidades da família das vítimas, por conta do problema de saúde, essa mulher superfaturava os valores ou se apropriava do valor total, alegando aos médicos que as pessoas não poderiam pagar”, descreveu àBanda B o delegado Rodrigo Brown de Oliveira, do Cope, confirmando que o valor apropriado por ela pode chegar a até R$ 2 milhões.

Segundo o delegado, a ex-secretária lesava o próprio hospital, que atendia gratuitamente pacientes que na verdade tinham pago um valor, o qual ela se apropriava. “O hospital, que é referência em médula óssea, tem uma parte social que atende de forma gratuita quando o paciente não tem condições de pagar. A instituição também foi enganada”, explicou Brown.

Presa no salão

A mulher foi presa na Rua Padre Anchieta, no bairro Bigorrilho, dentro de um salão de beleza, segundo o delegado. “Ela estava morando em Santa Catarina para não ser presa, mas ontem recebemos a informação de que estaria aqui resolvendo problemas particulares. A prisão preventiva foi decretada depois de uma intensa investigação, que iniciou no mês de setembro”, contou.

Outras vítimas

Outras vítimas da golpista já compareceram ao Cope após a prisão dela. Além do golpe, a mulher também responderá por ter ameaçado ex-colegas de trabalho. “Antes de sair ela falou que se alguém dedurasse ia levar o troco”, descreveu o delegado.

Por meio de nota, o Hospital Nossa Senhora das Graças explicou que a mulher era funcionária do Instituto Pasquini de Transplante de Medula Óssea e Hematologia, sociedade empresarial médica com personalidade jurídica própria, distinta do Hospital Nossa Senhora das Graças:

“Assim que o Hospital foi notificado do dano causado pela funcionária que mantinha exclusivo vínculo empregatício com o Instituto Pasquini, passou a acompanhar as investigações e foi informado pelo próprio Instituto de que não houve qualquer lesão direta aos pacientes, mas apenas aos médicos. O Hospital nunca recebeu, seja de pacientes em caráter particular ou por intermédio de convênios, qualquer tipo de denúncia a esse respeito e aproveita oportunidade para reiterar o total apoio às investigações”


As informações são da Rádio Band B

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