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Justiça sorteia jurados que vão participar do julgamento de Carli Filho

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A Justiça sorteou, nesta segunda-feira (30), 44 pessoas que podem atuar como juradas nojulgamento do ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho. Segundo o advogado da acusação, Elias Mattar Assad, foram escolhidos 25 titulares e 19 suplentes, que serão intimados a comparecer ao júri nos dias 21 e 22 de janeiro do ano que vem.

O sorteio, de acordo com ele, contou com 1,5 mil a 2 mil nomes de moradores de Curitiba. “Nós estamos atentos a cada detalhe, porque qualquer tropeço pode causar o adiamento ou a suspensão do júri. Como a defesa não compareceu a etapa realizada hoje, não poderá colocar nenhum defeito, porque o processo foi feito de portas abertas”, declarou Mattar Assad em entrevista ao radialista Geovane Barreiro durante a segunda edição do Jornal da Banda B.

Ainda não se sabe se Carli Filho estará presente no julgamento já que a lei não obriga o réu a comparecer ao júri. “Ele pode não ir e mandar apenas os defensores, mas, de um modo ou de outro, será julgado. Particularmente, eu prefiro quando o acusado está presente e sempre aconselho os meus clientes a irem, porque alguns jurados podem entender a ausência de um modo prejudicial para o réu. Mas não sabemos o que vai acontecer nesse caso”, completou.

Possibilidade de prisão

Segundo o advogado, quando o acusado responde ao processo em liberdade, como é o caso de Carli Filho, ainda que seja condenado, pode continuar em liberdade. “O réu pode recorrer e não ser encarcerado até que o tribunal decida. Temos aí mais um passo após a decisão do júri. Não há como prever se ele será preso”.

Por enquanto, a defesa está otimista de que o julgamento acontecerá em janeiro, sem transtornos. “Alguns advogados optam por não comparecer, às vezes há motivo de doença, tudo é possível. Mas, a princípio, teremos sim esse julgamento”, concluiu.

O caso

Carli Filho é acusado de matar Gilmar Rafael Souza Yared e Carlos Murilo de Almeida em um acidente de trânsito em maio de 2009, no bairro Mossunguê, em Curitiba. Segundo a acusação, ele dirigia embriagado e a 173 km/hora. Na ocasião, o Departamento de Trânsito (Detran) informou que o ex-deputado tinha 130 pontos na carteira de habilitação por infrações de trânsito.

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