Manifestação de apoio à delegado preso está marcada hoje

Familiares e amigos do delegado Rubens Recalcatti preparam, pelas redes sociais, uma manifestação para esta quarta-feira (14) em frente à sede do Gaeco – o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado. O protesto é contra a prisão do chefe da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio, ocorrida na manhã desta terça-feira (13). As informações são da Band News FM.
Além de Recalcatti, outros oito policiais civis foram presos. Todos são acusados de envolvimento na execução de um suspeito de homicídio em Rio Branco do Sul, em abril deste ano. Segundo o Gaeco, Ricardo Geffer, de 20 anos, foi assassinado durante um suposto tiroteio com a polícia. O homem era suspeito de ter assassinado o ex-prefeito de Rio Branco do Sul, João Nazzari, e um funcionário dele.
Além de ex-prefeito, João da Brascal, como era conhecido, era primo de Recalcatti. O crime aconteceu no último dia 13 de abril, durante uma premiação esportiva na cidade. Quinze dias depois, Ricardo Geffer foi morto no suposto confronto com policiais. A versão da Polícia Civil é de que houve o rapaz teria reagido à abordagem com tiros e que os policiais revidaram, também com disparos. O filho de Recalcatti, Filipe Recalcatti, diz que o pai não esperava ser preso.
Filipe desmentiu que o delegado tenha sido internado às pressas na tarde desta terça-feira. Ele explica que a manifestação de apoio ao delegado tem partido das redes sociais.
O advogado de defesa de Recalcatti, Claudio Dalledone, deve entrar já nesta quarta-feira com um pedido de liberdade para o delegado. O policial segue detido no Centro de Operações Policiais Especiais (COPE), onde prestou depoimento. Segundo o advogado, hoje (13) à tarde, os outros dois policiais que participaram da ação em Rio Branco do Sul e não foram localizados pelo Gaeco de manhã se apresentaram na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, em Curitiba. De acordo com o coordenador do Gaeco, Leonir Battisti, o caso chegou ao Ministério Público depois que testemunhas afirmaram que Ricardo Geffer já teria se entregado à polícia, mas mesmo assim foi executado.
As armas dos policiais envolvidos no suposto confronto foram recolhidas e vão passar por perícia. Na casa de Recalcatti, o Gaeco apreendeu um revólver calibre 38, sem registro. As prisões são temporárias e tem validade de trinta dias, podendo ser prorrogadas por mais trinta. Por meio de nota, a Polícia Civil informa que já realizava a investigação deste caso e que ouviu uma testemunha na última quinta-feira (08). O departamento também diz que vai acompanhar a conclusão da operação e que está à disposição do Ministério Público para colaborar com as investigações.





















