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Estudante diz ser obrigada a ficar nua após prisão no Centro Cívico

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Uma estudante da Universidade Estadual de Londrina (UEL) que participou dos protestos que culminaram na ação da Polícia Militar, no último dia 29, em Curitiba, alega ter sido obrigada a ficar nua depois de ser presa. Em depoimento ao Ministério Público, a aluna disse foi levada para uma sala por policiais femininas e obrigada a tirar a roupa para passar por uma revista.

“Os depoimentos deixam claro que houve excesso por parte da polícia. A situação descrita é lamentável. Essas pessoas tiveram a dignidade gravemente agredida”, argumentou o promotor de Defesa dos Direitos Constitucionais de Londrina, Paulo Tavares.

De acordo com o Portal O Bonde, outros três estudantes também revelaram detalhes da truculência policial sofrida durante o confronto. “Eles sofreram violência física, verbal e moral apesar de não apresentarem nenhum tipo de risco para a ordem ou segurança”, destacou o promotor. Os três rapazes foram mantidos em uma sala do Palácio do Iguaçu e, segundo o MP, alegam ter sido agredidos no caminho entre a Praça Nossa Senhora da Salete e o prédio. “Os rapazes revelaram que foram alvo de socos, empurrões e até chaves de braço, além de muitos xingamentos”, disse Tavares.

O MP instaurou inquérito para apurar a conduta dos policiais militares que agiram no Centro Cívico, deixando mais de 200 manifestantes feridos, e apura as responsabilidades de um possível excesso por parte da polícia.

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