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Vargas e outros cinco presos fazem exame de corpo de delito

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Afonso Verner

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O ex-deputado federal André Vargas (ex-PT e hoje sem partido) e outros cinco presos da 11ª fase da Operação Lava Jato fizeram na manhã deste sábado (11) exame de corpo de delito no Instituo Médico Legal de Curitiba. O procedimento é de praxe em caso de prisão e apenas não foi realizado pelo ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE), que cumpre prisão em regime semiaberto em Pernambuco e ainda não chegou a Curitiba. Após o exame, os seis presos retornaram para a carceragem da Polícia Federal. As informações são da Rádio Banda B.

Além de Vargas, realizam o exame o seu irmão Leon Vargas; Luiz Argôlo (ex-PP e hoje SD-BA); Élia Santos da Hora, secretária de Argôlo; Ivan Mernon da Silva Torres; e Ricardo Hoffmann, diretor de uma agência de publicidade em Curitiba.

Também estão fazendo o exame dois presos de uma fase anterior que ainda não haviam feito o exame: Dario Queiroz Galvão Filho, presidente da Galvão Participações, e Guilherme Esteves de Jesus, apontado pela Polícia Federal como operador do esquema de corrupção.

Contratos da Saúde e da Caixa

A 11ª fase da Operação Lava Jato investiga a existência de um esquema criminoso de fraude em contratos de publicidade do Ministério da Saúde e da Caixa Econômica Federal. André Vargas é suspeito de receber propina da agência de publicidade Borghierh Lowe Propaganda e Marketing Ltda., responsável pelas contas publicitárias do banco estatal e do Ministério da Saúde.

“Em síntese, a agência de publicidade Borghierh Lowe Propaganda e Marketing Ltda teria contratado serviços das empresas E-noise, Luis Portela, Conspiração, Sagaz e Zulu Filmes para a realização de serviços de publicidade para as referidas entidades públicas [Caixa e Ministério da Saúde], e as orientado a realizar pagamentos de comissões de bônus de volume nas contas das empresas Limiar e LSI controladas por André Vargas e seus irmãos”, informa trecho do despacho do juiz federal 13ª Vara Federal de Curitiba Sérgio Moro, responsável pelos processos decorrentes da Lava jato.

Deflagrada em março do ano passado para investigar um esquema de corrupção em contratos da Petrobras envolvendo as maiores empreiteiras do país, além de partidos e agentes políticos, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal passam, agora, a investigar esquemas criminosos em contratos em outros órgãos públicos sem relação direta com a estatal de petróleo. “A partir de agora, os contratos de publicidade passam a ser um dos focos de investigação da Lava Jato”, disse o delegado federal Márcio Anselmo.

Presos hoje, os ex-deputados federais Luiz Argôlo e Pedro Corrêa são suspeitos de receber propina do doleiro Alberto Youssef oriunda de fraude em contratos da Petrobras. Argôlo também é apontado pelo MPF e pela PF como sócio de Youssef. O ex-parlamentar baiano foi citado no ano passado, mas, como tinha foro privilegiado, as investigações foram interrompidas e retomadas após ele deixar o Congresso.

O Ministério da Saúde informou que divulgará uma nota sobre o assunto. A Caixa disse que abrirá apuração interna para averiguar os fatos e que encaminhará imediatamente todos os contratos relacionados às empresas citadas à Controladoria-Geral da União, Polícia Federal e ao Ministério Público.

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