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Jovem é espancado e protesta: “Polícia não apareceu”

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Um jovem de 23 anos tenta se recuperar das agressões que sofreu após ser espancado por pelo menos 15 pessoas na Rua São Francisco, no Centro de Curitiba, durante o que chamou de “rolezinho sem polícia”. De acordo com o rapaz, um dos integrantes começou a provocá-lo sem motivo algum e, minutos depois, o grupo inteiro partiu para a agressão. As informações são da Rádio Banda B.

“O ‘rolezinho sem polícia’ uniu pessoas que só queriam causar tumulto e bater nos outros sem nenhuma razão. Até agora eu não sei onde estão as autoridades responsáveis pela segurança dessa cidade”, disse a vítima, Gunnar Zalite, em entrevista à Banda B. O caso aconteceu na quinta-feira passada (2) por volta das 23h.

Na ocasião, ele conta que havia combinado de tomar cerveja com duas amigas depois do trabalho. Os três desembarcaram do ônibus na estação central rumo à Rua São Francisco, quando um rapaz chegou e começou a chutá-lo pelas costas. “Ele dizia ‘e aí, irmão? Eu não quero te roubar não’. Eu ignorei e pedi para as minhas amigas andarem mais rápido. Mesmo assim, ele continuou me dando tapas durante todo o trajeto”, contou a vítima.

Gunnar conseguiu levar as meninas com segurança até o local combinado. Nesse momento, segundo o jovem, o agressor teria tentado tirar a carteira do bolso dele. “Eu reagi e derrubei o cara. De repente, 15 ou 20 ‘moleques’ correram em minha direção e começaram a me agredir. Enquanto uns tentavam roubar as minhas coisas, outros me socavam, chutavam e me batiam com garrafas de cerveja e de vodka. Um deles tentou me cortar com uma garrafa quebrada”, completou. O grupo de agressores era formado por adolescentes a homens que aparentavam ter 30 anos.

Enquanto isso, segundo ele, as pessoas ao redor ficaram apenas olhando e não chamaram ajuda. “Se eu tivesse caído no chão, eles teriam me chutado até a morte. Onde estava a polícia?”, questionou o jovem.

Pedido de socorro

Em um momento de distração dos agressores, Gunnar diz que  conseguiu entrar em um bar para pedir socorro, já que a perseguição havia terminado. Ele ligou para o telefone 190 diversas vezes, mas afirma que a polícia não apareceu.

“Enquanto isso, eu soube depois, a gangue espancou outro rapaz também sem motivo. Ele ainda está hospitalizado em estado grave. E nada da polícia chegar. Mais tarde, ouvi dizer que os PMs disseram que não atenderiam mais ocorrências ali porque, uma vez, durante uma apreensão de maconha, algumas pessoas os xingaram e chutaram a viatura deles”, relatou a vítima.

O jovem sofreu diversos ferimentos e quebrou um dente. Agora,  precisa cobrir cerca de R$ 3 mil com despesas médicas e odontológicas. “Eu não tenho esse dinheiro, não sei o que fazer. Além disso, corro o risco de perder o emprego de professor de inglês, já que não consigo pronunciar algumas palavras corretamente com a falta do dente. É uma situação revoltante”, concluiu.

Polícia Militar

A Banda B entrou em contato com a Polícia Militar (PM)  na tarde desta quinta-feira (9) e a informação da assessoria foi de que iria entrar em contato com a unidade responsável e uma resposta seria dada na manhã desta sexta-feira (10). No entanto, a Polícia Militar informa, por meio do 12º Batalhão da PM, que tem realizado policiamento diário pelas ruas da área central, inclusive nas ruas do bairro São Francisco.

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