PUCPR investiga abusos de veteranos contra calouras

A Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) abriu nesta sexta-feira (13) investigação para apurar possíveis abusos cometidos por veteranos contra calouras do curso de Engenharia Civil, em Curitiba. A denúncia partiu do Coletivo Marias da Boca Maldita, que informava que as recém aprovadas no curso precisaram trocar a capa do Facebook com a mensagem “Sou uma caloura burra e esse semestre a cerveja é por minha conta”, além de vídeos relacionados a sexo enviados pelo Whatsapp. As informações são da Rádio Banda B.
Segundo a nota de repúdio do coletivo Marias da Boca Maldita, o trote foi machista e vexatório. “Como se não bastasse isso, elas ainda devem gravar um vídeo dizendo se é virgem, posição sexual favorita, ‘opção’ sexual, dentre outras coisas. Até quando isso será tolerado dentro de uma universidade, um ambiente que deveria ser de instrução e formação para vida se torna um antro de machismo, misoginia e preconceito, trotes tidos por muitos como uma simples brincadeira, porém carregados de humilhação para com estas meninas, que encontram é um ambiente hostil que as ridiculariza”, diz a nota do grupo.
Em nota interna enviada aos estudantes da PUC, o Centro Acadêmico de Engenharia Civil repudiou o trote e garantiu não ter nenhuma ligação com o caso. “Nós sempre promovemos o trote solidário, que é uma maneira saudável e que gera um ótimo retorno para a sociedade”, disse.
A universidade, por sua vez, afirmou que proíbe a realização de trotes e que já deu início à apuração para identificar os responsáveis, que pode levar até mesmo a expulsão. A instituição também ressaltou que alunos que sejam coagidos ou ameaçados podem fazer denúncia para os professores, coordenadores de curso, na ouvidoria ou na reitoria da instituição de ensino.





















