Homem denuncia ter sido agredido com coronhadas por PM

Um homem de 42 anos denunciou a agressão que sofreu de um policial no bairro São Lourenço, em Curitiba, no final da tarde desta sexta-feira (20). Segundo Márcio José Carvalho, o motivo do ataque foi um grito que ele deu enquanto tentava passar por uma travessia elevada e a viatura caracterizada não parou.
“Eu fui com a esposa e a minha filha no Parque São Lourenço e paramos em uma banca para comprar revista. Como o atendente não tinha dinheiro para o troco, eu decidi atravessar a rua e ir até o mercado trocar as notas, enquanto as duas ficaram no local. Foi quando a viatura não parou e eu gritei ‘nem a polícia tem respeito mais’”, contou Márcio em entrevista à Banda B na manhã deste sábado (21).
Ele seguiu, então, até a entrada do mercado, quando foi surpreendido pelo policial à paisana – ainda não se sabe se ele pertence à Polícia Civil (PC) ou Científica. De acordo com Márcio, ele estava com a arma em punho e começou a acertar a cabeça dele várias vezes e com força. “O homem me agrediu com socos e chutes e fugiu. Eu tentei correr para anotar a placa do carro, mas não consegui. Ele não tinha identificação, nem nada, só percebi que devia ser um policial novo. Eu achei que ele ia me matar na frente da minha filha. Muitas pessoas viram e ficaram assustadas”, descreveu ele.
Corregedoria
Márcio foi socorrido pelo Siate e, mais tarde, registrou um Boletim de Ocorrência (B.O.). Na manhã de hoje, ele foi até a Corregedoria da Polícia Civil para relatar o caso. A vítima deve realizar também exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal. “A gente tenta acreditar na polícia, mas está difícil. Agora eu vou tentar de tudo para que esse homem saia das ruas, senão ele vai acabar matando alguém. Não dá para deixá-lo armado e despreparado desse jeito”, concluiu Márcio.
Procurada pela reportagem, a PC informou que o caso já está sob investigação da Corregedoria, que vai identificar, primeiramente, se o agressor é da Polícia Civil ou Científica. De qualquer forma, segundo o órgão, o responsável deve ser punido nas esferas criminal e administrativa dentro da corporação onde trabalha.





















