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Curitiba terá nova tarifa de ônibus anunciada amanhã

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O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, disse na tarde desta quarta-feira (28) que a Rede Integrada de Transporte Coletivo (RIT) deve ter diferentes valores a partir do próximo reajuste da tarifa, que deve ser anunciado na próxima sexta-feira (30). Em entrevista coletiva realizada na sede da Prefeitura, Fruet confirmou ainda que os pagamentos em dinheiro e no cartão devem ter valores diferenciados.

Segundo Fruet, a Urbs e a Coordenação da Região Metropolitana (Comec) vêm estudando medidas a partir do rombo que o sistema enfrenta no atual momento. “Se nada tivesse sido feito, o custo seria de R$ 4,20 por passageiro. Eliminamos alguns itens e reduzimos custos. Hoje a tarifa técnica pode ficar entre R$ 3,60 e R$ 3,80, então estamos verificando o que é melhor para a população de Curitiba”, afirmou. A tarifa técnica não significa que este seria o valor repassado ao usuário.

Segundo o prefeito, a licitação realizada quatro anos atrás não equacionou o sistema e é uma “bomba-relógio” a beira do colapso. “Não é justo que se imagine que Curitiba tem condições de arcar sozinha com os pagamentos. Este é um momento difícil para a administração pública brasileira e temos atrasos nos repasses estaduais e federais. Uma auditoria vai identificar se o déficit é problema de gestão das empresas ou se as razões estão nos contratos”, garantiu.

Valores diferentes

Com as justificativas de que a Comec não pode continuar arcando com o valor do subsídio, a RIT pode ter de dois a três valores diferentes. “Vamos até o limite para ter uma tarifa única, mas dependemos do Governo do Estado, já que a Prefeitura não pode bancar com esses R$ 80 milhões a mais para o sistema. Isso é o valor de 40 creches”, explicou Fruet.

Como já havia sido anunciado anteriormente pelo presidente da Urbs, Roberto Gregório, o cartão transporte também deve ter um valor mais baixo que o pago em dinheiro a partir de fevereiro.

Greve

Nenhum ônibus saiu das garagens nas madrugadas destas segunda e terça-feira. A greve foi decidida pelo não pagamento do adiantamento salarial previsto em contrato, o chamado “vale”. Estima-se que mais de dois milhões de usuários tenham sido prejudicados pela paralisação.

Após o acordo judicial realizado no TRT, a circulação de ônibus do transporte coletivo ficou em 80,28% da frota, cumprindo assim a determinação. A informação foi confirmada pelo Centro de Controle Operacional (CCO) da Urbs. Problemas foram registrados de forma pontual, mas vários usuários reclamaram de longas demoras nas linhas.

A audiência conciliatória teve a presença de representantes dos sindicatos dos motoristas e cobradores (Sindimoc), das empresas de transporte coletivo (Setransp), Urbs e Comec.

Com a garantia pelo governo do Estado de depósito de R$ 5 milhões até quinta-feira (29), foi possível o acordo. A frota volta a rodar em 100% quando o dinheiro for depositado. O governo do Estado deve, no total, R$ 16,5 milhões para a Rede Integrada de Transporte, referente à operação das linhas metropolitanas.

Informações da Rádio Banda B

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