Grupo protesta na Câmara contra Jair Bolsonaro

Cinco jovens protestaram nesta terça-feira (11) contra a possibilidade de indicação do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Com cartazes e palavras de ordem onde se lia "+ amor e - Bolsonaro", as integrantes da União da Juventude Socialista (UJS) trocaram beijos no corredor da presidência da Câmara.
“Não permitiremos que Jair Bolsonaro chegue à presidência da Comissão de Direitos Humanos. Queremos convocar a sociedade brasileira a rejeitar a vontade pessoal e política dele assumir a presidência”, disse a diretora de Jovens Feministas da UJS, Maria das Neves, uma das participantes do ato.
"Não somos héteros, nem lésbicas, somos livres. Conversamos com o deputado Vicentinho , queremos chamar os partidos à responsabilidade para que a comissão não caia em mãos erradas. Bolsonaro é inimigo dos direitos humanos" disse Maria das Neves. Para ela, Bolsonaro é um "filhote da ditadura, homofóbico, racista e fascista".
Percebendo a movimentação, Bolsonaro apareceu no Salão Verde da Câmara e reagiu. O parlamentar disse que tem a garantia do líder do PP, Eduardo da Fonte (PE), de que, se a presidência da comissão ficar com o PP, ele será o presidente. "É garantia do meu líder, vocês vão sentir saudades do Feliciano", afirmou Bolsonaro, que defende uma concepção de direitos humanos para a maioria. "Minoria tem que se calar, se curvar à maioria", declarou.
Referindo-se à possibilidade de analisar projetos de ação afirmativa envolvendo negros, Bolsonaro disse que, "se for presidente [da comissão], será daltônico". "Direitos humanos não é defender minorias", ressaltou o deputado, anunciando que vai pedir a redução da maioridade penal e a revogação do Estatuto do Desarmamento, entre outros pontos.
Informações da Agência Brasil.





















