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Ex-deputado Osmar Bertoldi é preso pela PM em SC

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O ex-deputado estadual e atual suplente de deputado federal, Osmar Bertoldi, foi preso na noite desta quarta-feira (24) pela Polícia Militar de Santa Catarina, por meio da Agência de Inteligência do 12° BPM e da Polícia Federal. Bertoldi estava em Balneário Camboriú e era considerado foragido, acusado de agressões contra a ex-noiva.

A prisão dele, confirmada pela Polícia Militar de Santa Catarina, aconteceu por volta das 22h, quando Bertoldi caminhava pela praia catarinense. O ex-parlamentar tinha mandado de prisão preventiva em aberto por lesão corporal e ameaça.

O tenente-coronel Evaldo Hoffman Junior, que comanda a PM em Balneário Camboriú, contou que Bertoldi já era um alvo há sete dias.

“Recebemos a informação de que este alvo estava aqui em Balneário e agência de inteligência da Polícia Militar, com a Polícia Federal, realizou essa prisão com êxito. Ele estava morando aqui e foi preso em via pública, quando saía do apartamento em que estava morando”, descreveu.

Ainda segundo o tenente-coronel, Bertoldi não reagiu a prisão. “Ele não teve nenhuma reação. Quando fizemos a abordagem, o ex-deputado estava sozinho e não sabemos se estava com alguém na residência, porque o nosso foco era apenas fazer a prisão”, contou.

Bertoldi foi levado a um Complexo Penitenciário em Itajaí e deverá ser transferido para o seu estado natal nos próximos dias.

Caso

Suspeito de agressões contra a ex-noiva em Curitiba, o suplente de deputado federal Osmar Bertoldi (DEM) tinha um mandado de prisão preventiva expedido desde o dia 8 de janeiro. No último dia 5 de fevereiro, um pedido de revogação da prisão por parte da defesa foi negado pela Justiça. De acordo com reportagem exibida pelo Jornal da Record, o então atual diretor de Programas da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) deveria estar cumprindo prisão domiciliar devido a uma determinação judicial que teve como base a Lei Maria da Penha, mas até o momento ele não cumpriu a pena.

A vítima, Tatiane Bittencourt, disse à reportagem que as agressões aconteceram após ela desistir do noivado e foram meses de medo e vergonha. “Ele puxou o cabelo, me deu vários socos, prensou contra o chão com as pernas e chegou ao ponto de dar chutes enquanto eu estava no chão (…) Ele então desrespeitou a primeira medida protetiva e começou a pular o muro da minha casa”, relatou.

Bertoldi, por dois mandatos, ocupou cadeira na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e chegou a disputar as eleições para a Prefeitura de Curitiba em 2004. Entre janeiro e maio deste ano de 2015, chegou a assumir o mandato na Câmara dos Deputados.

A defesa dele nega as acusações e afirma que qualquer ação do suplente aconteceu para defesa. “Ela o agrediu com socos e tapas. É do nosso conhecimento que ela luta muay thai e que ele apenas tentou acalmá-la”, disse o advogado Rafael Carvalho em entrevista à RIC TV.

Denúncia

Segundo Tatiane, foram meses de medo, mas a denúncia agora tem o objetivo de evitar que outras mulheres passem pela mesma situação. “Ele chegou a me deixar uma semana presa e sempre dizia que ficaria impune”, concluiu.

Também à reportagem do Jornal da Record, a promotora Mariana Seifert Bazzo, coordenadora do Núcleo de Promoção da Igualdade de Gênero (Nupige) do Ministério Público do Paraná, reforçou a importância da denúncia. “Muitas vezes a mulher mesmo não entende que aquela violência pode culminar em sua morte, então assim a importância da denúncia”, explicou.

Informações do Portal Banda B.

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