Menina que esperava por transplante morre em hospital

Foram mais de dois anos na fila para um transplante de intestino para a pequena curitibana Francine de Assunção, de três anos. Depois de passar praticamente a vida toda lutando para sobreviver, a menina não resistiu a uma doença e faleceu na madrugada de quarta-feira (2), no Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, em São Paulo. A causa da morte não foi confirmada oficialmente, mas suspeita-se de que ela morreu devido a uma infecção hospitalar.
Francine sofria com a síndrome do intestino curto e passou dois anos internada no HC de Curitiba, onde retirou parte do intestino. Ela esperava por um doador compatível para fazer um transplante. A doença é rara e o índice de casos bem sucedidos em crianças no Brasil é baixo. Por isso, ela conseguiu o direito de fazer o transplante nos Estados Unidos. O governo brasileiro entrou com recurso na Justiça Federal e orientou que a cirurgia fosse realizada em São Paulo.
Em entrevista à Rede Globo, a mãe de Francini, Rosimari de Assunção, desabafou e acredita que sua filha estaria viva se conseguisse viajar para os EUA. “Talvez lá ela tivesse encontrado um doador mais rápido. Perdemos nossa filha amada”. Ela também criticou a higiene do HC e disse que não havia isolamento nem nos banheiros. O velório da criança foi realizado em Curitiba.





















