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Defesa diz que 657 arquivos do celular de Vorcaro foram modificados

Ex-banqueiro realizou uma perícia particular no aparelho

Ex-banqueiro realizou uma perícia particular no aparelho
Ex-banqueiro realizou uma perícia particular no aparelho -

Publicado por André Ribeiro

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A defesa de Daniel Vorcaro entregou nesta quinta-feira (29) ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma perícia particular realizada no aparelho celular do ex-banqueiro, que foi apreendido pela Polícia Federal (PF) no dia 17 de novembro de 2025.

O laudo apresentado concluiu que centenas de arquivos foram criados e modificados após a apreensão do aparelho, que é a principal prova das relações de Vorcaro com políticos e das supostas irregularidades financeiras no Banco Regional de Brasília (BRB).

De acordo com o documento, 657 arquivos que estavam no celular foram modificados e 436 criados.

Para os advogados de Vorcaro, a perícia demonstra que não é possível verificar a integralidade do conteúdo do celular apreendido e avaliar o alcance das alterações nos arquivos.

"É estarrecedor que o perito tenha identificado que centenas de arquivos do celular apresentem registros de modificação quando já estavam sob custódia da Polícia Federal e do Estado", declarou a defesa.

Diante das conclusões periciais, a defesa pediu ao Supremo que a PF entregue os dados originais do celular para verificação e ressaltou que a soltura do ex-banqueiro é obrigatória após as revelações do laudo particular.

"É inconcebível que Daniel Vorcaro esteja custodiado há mais oito meses, com a liberdade restringida há quase um ano, sem que haja contra ele qualquer acusação formal ou perspectiva de processo, o que torna sua soltura urgente, necessária e obrigatória", afirmou a defesa.

Indiciamento

Vorcaro e mais 14 investigados na Operação Compliance foram indiciados pela PF nesta quarta-feira (28). De acordo como o relatório do indiciamento da Polícia Federal, o ex-banqueiro teve "participação pessoal, reiterada e diretiva" nas operações com carteiras de créditos irregulares do Banco Master que causam prejuízos ao BRB.

"Na condição de controlador do Banco Master, Vorcaro ocupava o centro decisório da estrutura examinada e era o principal beneficiário econômico das operações destinadas à obtenção de liquidez para a instituição", concluiu a PF.

Todos os investigados foram acusados dos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Outro lado

Após o indiciamento, os advogados do ex-banqueiro negaram que as operações do BRB tenham causado prejuízo ao banco público.

Na avaliação dos advogados, um ano após o início das investigações, a PF se "limita a repetir a mesma narrativa" e não conseguiu avançar nas investigações.

"O negócio envolvendo as carteiras da Tirreno não foi concluído. As carteiras foram substituídas por outros ativos, e a troca realizada demonstra que os negócios entre o Banco Master e o BRB geraram resultados positivos para o Banco de Brasília. Nenhuma perícia oficial apurou qualquer prejuízo", afirmou a defesa.

Com informações da Agência Brasil.

RESUMO

Laudo de perícia particular: A defesa de Daniel Vorcaro apresentou ao STF um laudo indicando que mais de mil arquivos do seu celular apreendido foram criados ou modificados enquanto estavam sob custódia da Polícia Federal, questionando a integridade das provas.

Pedido de soltura e contestação: Diante das alterações relatadas, os advogados solicitaram o acesso aos dados originais e defenderam a soltura imediata do ex-banqueiro, argumentando que ele está detido há meses sem acusação formal.

Indiciamento pela PF: Daniel Vorcaro e outros 14 investigados na Operação Compliance foram indiciados pela Polícia Federal por gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro, sob acusação de liderar operações irregulares entre o Banco Master e o BRB.

CONTEÚDO DE MARCA

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