Manifestantes levam 'míssil' pedindo ataque nuclear dos EUA ao Brasil | aRede
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Manifestantes levam 'míssil' pedindo ataque nuclear dos EUA ao Brasil

O objeto foi levado a um ato do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), realizado neste domingo (18)

O objeto foi levado a um ato do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), realizado neste domingo (18)
O objeto foi levado a um ato do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), realizado neste domingo (18) -

Publicado por André Ribeiro

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Manifestantes exibiram um míssil inflável com uma mensagem que pedia ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um ataque nuclear contra o Brasil. O objeto foi levado a um ato do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), realizado neste domingo (18), na Avenida Paulista, em São Paulo.

O que se sabe

- Grupo de manifestantes vestidos de verde e amarelo levou o míssil inflável à Avenida Paulista. Vídeos e imagens publicados nas redes sociais mostram bolsonaristas com o objeto, que traz, em inglês, um pedido para que Trump ataque o Brasil" ou "um pedido para Trump atacar o Brasil.

- "Trump nuke Brazil" (Trump, ataque o Brasil com armas nucleares, em tradução livre), está escrito no corpo do míssil inflável. Segundo o dicionário Cambridge, o verbo "nuke" é usado informalmente com o sentido de "atacar" ou "destruir um lugar com armas nucleares".

- Políticos de esquerda criticaram o pedido feito pelos manifestantes na Paulista. O ministro da Secretaria Geral da presidência do governo Lula (PT), Guilherme Boulos, classificou a cena como "inacreditável". "Bolsonaristas levaram para a Paulista míssil inflável escrito 'Trump bombardeie o Brasil'", disse Boulos, que também chamou a atitude de "indecência".

- A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) falou em "escândalo". A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) chamou os manifestantes de "vendidos, lesa-pátria" e defendeu a soberania do Brasil. "É contra essa baixeza que lutamos", afirmou.

- A campanha de Flávio Bolsonaro não se manifestou sobre o episódio.

'Bloco do 22'

Convocado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o "Bloquinho do 22" começou às 11h e teve clima de Carnaval, com funk, axé e jingles de campanha. Os apoiadores começaram a se reunir ainda pela manhã e acompanharam trios elétricos pela avenida Paulista.

Flávio Bolsonaro participou do ato e discursou para seus apoiadores. A manifestação também contou com a participação do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, entre outras lideranças da direita.

Apoiadores de Flávio criticaram os institutos de pesquisa eleitoral. Durante a concentração, manifestantes acusaram os levantamentos recentes de manipulação. As pesquisas mostram uma disputa apertada entre Lula e Flávio no segundo turno.

Público estimado do ato foi entre 63,3 mil e 80,5 mil pessoas na Av. Paulista no horário de pico. O Monitor do Debate Político da USP/CEBRAP e a More in Common estimaram a presença de 71,9 mil pessoas no ato "Bloco do 22". Como a margem de erro é de 12%, isso significa que havia entre 63,3 mil e 80,5 mil participantes no horário de pico, às 12h20. A contagem foi feita a partir de fotos aéreas analisadas com software de inteligência artificial.

VÍDEO
O objeto foi levado a um ato do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), realizado neste domingo (18) | Autor: Reprodução/X

Com informações do UOL.

RESUMO

Exibição de míssil inflável: Durante um ato de campanha de Flávio Bolsonaro na Avenida Paulista, manifestantes exibiram um míssil inflável com a frase em inglês "Trump nuke Brazil", pedindo um ataque nuclear norte-americano ao país.

Repercussão política: Políticos de esquerda, como Guilherme Boulos, Erika Hilton e Sâmia Bomfim, criticaram asperamente o episódio, classificando-o como "inacreditável" e "lesa-pátria", enquanto a campanha de Flávio Bolsonaro não se manifestou.

Contexto do evento: O ato "Bloquinho do 22", organizado pelo deputado Nikolas Ferreira, reuniu entre 63,3 mil e 80,5 mil pessoas (segundo a USP) e contou com a presença de lideranças da direita, como Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes.

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