Manifestantes levam 'míssil' pedindo ataque nuclear dos EUA ao Brasil
O objeto foi levado a um ato do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), realizado neste domingo (18)

Manifestantes exibiram um míssil inflável com uma mensagem que pedia ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um ataque nuclear contra o Brasil. O objeto foi levado a um ato do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), realizado neste domingo (18), na Avenida Paulista, em São Paulo.
O que se sabe
- Grupo de manifestantes vestidos de verde e amarelo levou o míssil inflável à Avenida Paulista. Vídeos e imagens publicados nas redes sociais mostram bolsonaristas com o objeto, que traz, em inglês, um pedido para que Trump ataque o Brasil" ou "um pedido para Trump atacar o Brasil.
- "Trump nuke Brazil" (Trump, ataque o Brasil com armas nucleares, em tradução livre), está escrito no corpo do míssil inflável. Segundo o dicionário Cambridge, o verbo "nuke" é usado informalmente com o sentido de "atacar" ou "destruir um lugar com armas nucleares".
- Políticos de esquerda criticaram o pedido feito pelos manifestantes na Paulista. O ministro da Secretaria Geral da presidência do governo Lula (PT), Guilherme Boulos, classificou a cena como "inacreditável". "Bolsonaristas levaram para a Paulista míssil inflável escrito 'Trump bombardeie o Brasil'", disse Boulos, que também chamou a atitude de "indecência".
- A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) falou em "escândalo". A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) chamou os manifestantes de "vendidos, lesa-pátria" e defendeu a soberania do Brasil. "É contra essa baixeza que lutamos", afirmou.
- A campanha de Flávio Bolsonaro não se manifestou sobre o episódio.
'Bloco do 22'
Convocado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o "Bloquinho do 22" começou às 11h e teve clima de Carnaval, com funk, axé e jingles de campanha. Os apoiadores começaram a se reunir ainda pela manhã e acompanharam trios elétricos pela avenida Paulista.
Flávio Bolsonaro participou do ato e discursou para seus apoiadores. A manifestação também contou com a participação do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, entre outras lideranças da direita.
Apoiadores de Flávio criticaram os institutos de pesquisa eleitoral. Durante a concentração, manifestantes acusaram os levantamentos recentes de manipulação. As pesquisas mostram uma disputa apertada entre Lula e Flávio no segundo turno.
Público estimado do ato foi entre 63,3 mil e 80,5 mil pessoas na Av. Paulista no horário de pico. O Monitor do Debate Político da USP/CEBRAP e a More in Common estimaram a presença de 71,9 mil pessoas no ato "Bloco do 22". Como a margem de erro é de 12%, isso significa que havia entre 63,3 mil e 80,5 mil participantes no horário de pico, às 12h20. A contagem foi feita a partir de fotos aéreas analisadas com software de inteligência artificial.
Com informações do UOL.
RESUMO
Exibição de míssil inflável: Durante um ato de campanha de Flávio Bolsonaro na Avenida Paulista, manifestantes exibiram um míssil inflável com a frase em inglês "Trump nuke Brazil", pedindo um ataque nuclear norte-americano ao país.
Repercussão política: Políticos de esquerda, como Guilherme Boulos, Erika Hilton e Sâmia Bomfim, criticaram asperamente o episódio, classificando-o como "inacreditável" e "lesa-pátria", enquanto a campanha de Flávio Bolsonaro não se manifestou.
Contexto do evento: O ato "Bloquinho do 22", organizado pelo deputado Nikolas Ferreira, reuniu entre 63,3 mil e 80,5 mil pessoas (segundo a USP) e contou com a presença de lideranças da direita, como Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes.



