Laudo revela que médica foi esganada e esfaqueada 14 vezes pelas costas em Maringá
Autópsia também identificou hematomas nos punhos; polícia investiga a dinâmica do feminicídio ocorrido no início de setembro

A médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, foi atingida por 14 golpes de faca pelas costas e também sofreu esganadura durante o feminicídio ocorrido em Maringá, no Noroeste do Paraná. Os detalhes constam no exame de autópsia e foram divulgados pela delegada Paloma Batista, responsável pela investigação conduzida pela Delegacia da Mulher.
O laudo identificou ainda hematomas nos dois punhos e escoriações no pescoço. Apesar dos sinais de esganadura, essa não foi a causa da morte. O exame concluiu que Gassi morreu em decorrência de uma hemorragia aguda provocada pelos ferimentos dos golpes - com informações de Banda B, parceiro do Portal aRede.
“A vítima também possuía lesão em ambos os punhos, hematomas em ambos os punhos, escoriações no pescoço, compatíveis com ação de constrição manual, ou seja, a vítima também foi esganada. Apesar da esganadura, a causa da morte foi hemorragia aguda”, explicou Paloma.
Laudo mostra que médica foi esfaqueada pelas costas
Outro elemento considerado importante para a reconstrução da dinâmica do feminicídio é a localização dos ferimentos causados pelos golpes de faca.
“Também havia lesões na região dorsal, o que significa que ela foi esfaqueada pelas costas”, complementou.
A Polícia Civil analisa os resultados da perícia junto aos demais elementos reunidos durante a investigação para determinar como o ataque aconteceu.
Gassi foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava, em Maringá, no dia 5 de setembro. O companheiro dela, um advogado de 25 anos, é apontado como suspeito do feminicídio.
Ele atuava como assessor jurídico da Procuradoria-Geral de Marialva e teve o registro profissional suspenso pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) por 90 dias.
Depoimentos apontam relacionamento conturbado e marcado por ciúmes
Os relatos colhidos pela Polícia Civil também ajudam a reconstruir o período que antecedeu o feminicídio.
Segundo Paloma, tanto familiares de Gassi quanto pessoas próximas ao suspeito relataram até agora uma versão semelhante sobre o relacionamento: o casal vivia uma relação conturbada, marcada por idas e vindas e muito ciúme.
Os dois estariam separados desde maio, mas tentavam uma reconciliação.
Conforme já mostrou a Banda B, após o crime, o suspeito teria procurado uma familiar em Mandaguari e confessado que havia matado Gassi.
Suspeito de feminicídio de médica deixa hospital e segue preso preventivamente
O homem permaneceu durante toda a última semana internado no Hospital Universitário de Maringá (HUM), sob escolta policial, para tratar de ferimentos no pescoço. Após receber alta médica, ele foi encaminhado ao sistema penitenciário.
O suspeito segue preso preventivamente e deverá permanecer à disposição da Justiça. A Polícia Civil continua reunindo depoimentos, resultados de perícias e outros elementos para concluir o inquérito.



