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Sobe para 5 o número de mortos após desabamento de prédio

Foram identificadas cinco vítimas: três mulheres e dois homens. Entre as mulheres, uma estava grávida

Desabamento de um prédio em construção sobre uma residência na Rua Tequici, no bairro da Penha, zona leste de São Paulo
Desabamento de um prédio em construção sobre uma residência na Rua Tequici, no bairro da Penha, zona leste de São Paulo -

Publicado Por Milena Batista

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Subiu para cinco o número de mortos após o desabamento de um prédio em construção sobre uma casa na Rua Tequici, no bairro Penha, zona Leste de São Paulo. A estrutura cedeu na madrugada deste sábado (12).

Até a manhã deste domingo (13), foram identificadas cinco vítimas: três mulheres e dois homens. Entre as mulheres, uma estava grávida.

Segundo o Corpo de Bombeiros, uma criança ainda está desaparecida entre os escombros. As equipes permanecem no local realizando buscas.

Conforme a CNN, a corporação trabalha com a estimativa de que oito pessoas tenham sido atingidas pelo desabamento. Além das cinco mortes e da criança desaparecida, outras duas pessoas foram resgatadas: um homem e uma criança. Ambos foram encaminhados ao Pronto-Socorro do Tatuapé.

As buscas contam com 22 viaturas, cerca de 70 bombeiros e um cão especializado em localização de vítimas. As equipes também utilizam maquinário para movimentar estruturas de maior porte e permitir o acesso seguro aos pontos de busca.

Prédio já havia sido alvo de ação judicial

De acordo com a Prefeitura de São Paulo, o imóvel onde o prédio estava sendo construído já havia sido alvo de uma ação judicial em 2021, que solicitava a demolição de uma construção irregular existente no local.

Segundo a administração municipal, a medida ocorreu após fiscalizações realizadas pela Subprefeitura da Penha, uma ordem de interdição e a aplicação de multas, sendo uma delas no valor de R$ 119 mil.

A Prefeitura informou que, diante do descumprimento das determinações pela construtora, a Justiça concedeu uma liminar para determinar a paralisação das obras. Na época, o alvará solicitado em 2019 havia sido indeferido pelo município.

Em 2022, um novo projeto foi apresentado para o terreno. Em agosto de 2023, a prefeitura emitiu um alvará para execução da obra, com a exigência expressa de que a estrutura anterior fosse demolida.

Vistoria em 2024

Em fevereiro de 2024, uma vistoria foi realizada no local. O laudo, assinado por uma servidora da Subprefeitura da Penha, apontou que a demolição havia sido concluída. Com isso, o processo judicial foi extinto.

Segundo a Prefeitura, atualmente a obra possuía Alvará de Aprovação e Execução de Edificação Nova vigente.

Após o desabamento, porém, o município informou que a demolição exigida em 2021 não havia sido realizada.

Responsabilidades são investigadas

Diante da divergência entre o que foi constatado na vistoria de 2024 e a situação encontrada após o desabamento, as responsabilidades estão sendo investigadas.

A Guarda Civil Metropolitana (GCM) é responsável pela apuração relacionada à vistoria realizada em 2024.

Ainda no sábado (12), a Defesa Civil vistoriou a área e interditou três residências localizadas no mesmo terreno vizinho à obra.

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