'Nenhuma mulher merece isso': família de estudante morta a facadas cobra justiça | aRede
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'Nenhuma mulher merece isso': família de estudante morta a facadas cobra justiça

Thaissa Gabriely, de 21 anos, foi morta durante uma suposta tentativa de estupro em frente a uma academia em Londrina

Thaissa Gabriely de Oliveira Marques, de 21 anos
Thaissa Gabriely de Oliveira Marques, de 21 anos -

Publicado Por Milena Batista

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A dor e a revolta marcaram o primeiro pronunciamento da família de Thaissa Gabriely de Oliveira Marques, de 21 anos, morta a facadas na tarde desta sexta-feira (11), enquanto trabalhava na divulgação de uma academia na Avenida Celso Garcia Cid, em Londrina, no Norte do Paraná.

Conforme a Banda B, parceira do Portal aRede, a estudante de Nutrição teria sido atacada durante uma tentativa de estupro. Diante do Instituto Médico-Legal (IML), a prima da jovem, Sthephany Naldy Girão, falou pela primeira vez sobre o crime e cobrou justiça, assistência aos familiares e medidas de proteção às mulheres.

Emocionada, Sthephany destacou que Thaissa tinha sonhos, estudava, trabalhava e planejava o futuro. Ela também criticou a forma como o suspeito teria sido atendido após a prisão e afirmou que pretende acompanhar o caso até o fim.

Prima de Thaissa desabafa diante do IML e cobra justiça

Sthephany esteve em frente ao IML durante os procedimentos relacionados à morte da estudante. Em meio à indignação, ela relatou a brutalidade do ataque e ressaltou que a prima tinha uma vida inteira pela frente.

“A Thaíssa tinha 21 anos, era uma menina cheia de sonhos e planos, trabalhava em uma academia, cursava Nutrição e ia fazer o vestibular. Ela tinha uma vida inteira pela frente, mas alguém interrompeu tudo isso de uma forma brutal. Nenhuma mulher, ninguém no mundo, merece morrer do jeito que essa menina morreu”, desabafou.

A prima também questionou a violência utilizada contra Thaissa. Segundo o relato de Sthephany, a jovem sofreu cerca de 30 golpes de faca durante a tentativa de estupro.

“30 facadas é muita coisa! É muito tempo tomando facada”, afirmou, revoltada.

Sthephany também cobrou apoio do Poder Público aos familiares da vítima. Segundo ela, o amparo não deveria se limitar aos procedimentos policiais e funerários, mas incluir também suporte psicológico para a família durante o luto.

Como aconteceu o assassinato de Thaissa Gabriely

Thaissa trabalhava na divulgação de uma academia que ainda não havia sido inaugurada, na Avenida Celso Garcia Cid, na zona leste de Londrina.

De acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), um homem de 21 anos abordou a jovem para pedir informações sobre o estabelecimento.

Durante a conversa, ele teria pedido que Thaissa mostrasse o local. Os dois entraram na academia e, segundo a investigação, o homem teria tentado estuprar a estudante.

Ainda conforme a PCPR, Thaissa reagiu e lutou para escapar. Na sequência, os dois desceram as escadas em direção ao estacionamento e chegaram à área interna de um barracão, onde o homem teria atacado a jovem com uma faca.

Thaissa morreu no local. O suspeito foi preso após o crime e, segundo a Polícia Civil, confessou o homicídio.

Família de Thaissa promete lutar por justiça

Durante o pronunciamento, Sthephany afirmou que não pretende permitir que a morte da prima seja esquecida. Ela também criticou o tratamento recebido pelo suspeito após a prisão, considerando a gravidade do crime.

“Eu não vou deixar isso acontecer! Eu vou até o final por ela e pela família”, afirmou.

A prima reforçou ainda que nenhuma mulher deveria ser vítima de uma violência como a que matou Thaissa e pediu que a sociedade amplie o debate sobre segurança e proteção das mulheres para evitar novos casos.

Velório e sepultamento

O velório da estudante acontece neste sábado (12), na ACESF, em Londrina, a partir das 7h. O sepultamento está marcado para as 17h, no Cemitério Padre Anchieta.

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