Mulheres são resgatadas em boate de SC trabalhando para quitar dívidas com cafetina
As dívidas, que chegavam a R$ 10 mil eram usadas como forma de impedir que as mulheres deixassem o local

Uma mulher foi presa na quinta-feira (10) em Navegantes (SC) suspeita de manter uma casa de prostituição e impedir que mulheres deixassem o local por dívidas que chegavam a R$ 10 mil. A Polícia Civil cumpriu três mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva durante a operação, que teve apoio de equipes de Balneário Piçarras e Itajaí.
Segundo a Polícia Civil, a investigação começou em julho deste ano para apurar as condições de trabalho no estabelecimento. A apuração aponta que os responsáveis pelo local cobravam valores pelo uso dos quartos e retiravam parte do dinheiro recebido pelas mulheres. Também eram aplicadas multas consideradas abusivas. Com a acumulação dessas cobranças, algumas mulheres chegaram a acumular dívidas de até R$ 10 mil.
As dívidas eram usadas como forma de impedir que as mulheres deixassem o local. Três delas só conseguiram sair após intervenção do Conselho Tutelar e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). A atuação dos órgãos ajudou a levar as informações às autoridades.
O companheiro da mulher presa está foragido. Ele já foi condenado a quase 24 anos de prisão por crimes como tortura, manutenção de casa de prostituição e estupro. Segundo a Polícia Civil, a mulher vinha administrando o estabelecimento sozinha enquanto o companheiro permanecia foragido. Ele foi identificado como Adelar Antônio Goldoni e continua sendo procurado.
As mulheres que estavam no estabelecimento no momento da operação foram levadas à delegacia para prestar depoimento. A mulher presa foi encaminhada ao presídio de Itajaí e permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil apura os fatos com base em suspeitas de redução de pessoas a condição semelhante à escravidão, manutenção de casa de prostituição e exploração da prostituição de outras pessoas.
Com informações: TN Online



