PF prende estudante no Paraná por criar imagens de abuso infantil com IA
Prisão em flagrante ocorreu durante a Operação Anjos da Guarda VI após apreensão de celulares e computador em Ibiporã

Um estudante de 20 anos foi preso em flagrante pela Polícia Federal nesta sexta-feira (11), no município de Ibiporã, no Norte do Paraná, durante o cumprimento de mandados da Operação Anjos da Guarda VI. O jovem é investigado por utilizar ferramentas de inteligência artificial para produzir, tentar produzir, armazenar e eventualmente compartilhar imagens e vídeos com conteúdo de abuso sexual infantojuvenil.
A ação policial teve início após investigações identificarem indícios de criação e circulação desse tipo de arquivo digital na região de Londrina. Na residência do suspeito, que não apresentava antecedentes criminais, os agentes federais apreenderam dois celulares e um computador contendo o material ilícito. Os dispositivos foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Londrina e passarão por perícia técnica para apurar a extensão do acervo e mapear possíveis conexões do investigado com terceiros - com informações de TNOnline, parceiro do Portal aRede.
A legislação brasileira enquadra expressamente os conteúdos fictícios ou manipulados por tecnologias digitais no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A partir das alterações promovidas pela Lei nº 14.811/2024, a posse, aquisição ou armazenamento de material de abuso infantil — inclusive os gerados por inteligência artificial — passou a ser classificado como crime hediondo, sujeito a penas de um a quatro anos de reclusão, além de multa. Diante da ocorrência, a Polícia Federal reiterou o alerta a pais e responsáveis sobre a importância do monitoramento e do diálogo contínuo no acompanhamento da rotina virtual de crianças e adolescentes.
CONFIRA UM RESUMO DA NOTÍCIA:
Estudante de 20 anos é preso: A Polícia Federal prendeu em flagrante um jovem em Ibiporã, no Norte do Paraná, durante a Operação Anjos da Guarda VI. Ele é investigado por usar inteligência artificial para produzir, armazenar e possivelmente compartilhar conteúdos de abuso sexual infantojuvenil.
Equipamentos foram apreendidos: Na residência do suspeito, os agentes encontraram dois celulares e um computador com material ilícito. Os dispositivos foram encaminhados para perícia, que deve verificar a extensão do conteúdo e possíveis conexões com outras pessoas.
PF reforça alerta e legislação: A legislação brasileira considera crime também conteúdos de abuso infantil gerados ou manipulados por inteligência artificial. A PF reforçou a importância de pais e responsáveis acompanharem a rotina virtual de crianças e adolescentes, com monitoramento e diálogo.



