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Grupo suspeito de furtar 2 mil cabeças de gado é alvo de operação no PR

Ação mobiliza 210 policiais em 16 cidades para cumprir 64 mandados judiciais de prisão preventiva e de busca e apreensão

A ofensiva reúne cerca de 210 policiais, além de cães de faro e helicópteros das duas corporações
A ofensiva reúne cerca de 210 policiais, além de cães de faro e helicópteros das duas corporações -

Publicado por Julia Sansana

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Uma grande operação contra o furto de gado movimenta o Noroeste do Paraná na manhã desta quarta-feira (9). A Polícia Civil do Paraná (PCPR) e a Polícia Militar (PM) cumprem 64 mandados judiciais em 16 cidades para atingir uma organização criminosa suspeita de furtar, transportar e comercializar animais.

A ofensiva reúne cerca de 210 policiais, além de cães de faro e helicópteros das duas corporações. 

A ação ocorre simultaneamente em Alto Paraná, Paranacity, Cruzeiro do Sul, Colorado, Itaguajé, Uniflor, Nova Esperança, Astorga, Jaguapitã, São João do Caiuá, São Jorge do Ivaí, São Geraldo, Luiziana, Campo Mourão, Araruna e Roncador.

Ao todo, as forças de segurança cumprem 17 mandados de prisão preventiva e 47 de busca e apreensão. A operação busca desarticular a estrutura responsável pelos crimes e reunir novas provas contra os investigados.

Além disso, equipes especializadas participam da ofensiva. Cães de faro e helicópteros da PCPR e da PMPR dão apoio às diligências.

Como funcionava o grupo suspeito de furto de gado

A investigação começou depois do desaparecimento de 29 cabeças de gado, em 13 de agosto de 2025, em uma propriedade rural de Alto Paraná.

A partir desse caso, PCPR e PMPR ampliaram as investigações. Durante aproximadamente dez meses, os investigadores identificaram uma estrutura organizada e com divisão de funções.

Segundo a investigação, cerca de 40 pessoas fariam parte do esquema. O grupo teria integrantes responsáveis pelo reconhecimento das propriedades, execução dos furtos, transporte e logística dos animais.

Além disso, os investigadores apontaram possível fraude documental para dar aparência legal ao gado furtado. Depois, os animais seguiriam para receptadores e leilões.

Investigação aponta mais de 2 mil cabeças de gado furtadas

O levantamento policial indica que a atuação do grupo pode ocorrer desde 2019. Nesse período, os investigados teriam envolvimento com o furto de mais de 2 mil cabeças de gado.

O delegado da PCPR João Lucas Vieira Caetano estima que os prejuízos ultrapassem R$ 10 milhões em parte da região Noroeste.

“Verificamos que as ações criminosas remontam ao ano de 2019 e envolveriam o furto de mais de 2 mil cabeças de gado, com prejuízo estimado em mais de R$ 10 milhões apenas em parte da região Noroeste do Estado, locais em que foram registrados mais de 340 boletins de ocorrência nos últimos anos”, detalha.

Portanto, a investigação reúne mais de 340 boletins de ocorrência registrados nos últimos anos na área analisada.

Quais crimes são investigados na operação

Com os elementos reunidos durante a investigação, a autoridade policial pediu as medidas cautelares. O Poder Judiciário autorizou os mandados após manifestação favorável do Ministério Público.

Os investigados podem responder por diferentes crimes, conforme a participação de cada um e o avanço das apurações.

Entre as suspeitas estão organização criminosa, furto qualificado de animais, receptação, corrupção ativa e passiva e inserção de dados falsos em sistema de informações.

A investigação também apura possível adulteração de sinal identificador de veículo automotor e crimes contra a saúde pública, além de outros delitos que possam surgir durante a operação.

Com informações da Banda B, parceira do Portal aRede.

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