Vizinhos fazem homenagem à médica vítima de feminicídio no Paraná
Moradores se reuniram no condomínio onde Gassi Mazia vivia e ofereceram apoio aos familiares; suspeito segue internado sob escolta policial

Uma noite de oração, balões e silêncio marcou a homenagem dos moradores do condomínio onde a médica Gassi Mazia, de 37 anos, morava em Maringá, no Norte do Paraná.
Na noite desta terça-feira (8), vizinhos se reuniram na quadra do residencial para lembrar a profissional, vítima de feminicídio dentro do próprio apartamento.
O gesto ocorreu poucos dias após o crime, que comoveu o Paraná e repercutiu nacionalmente. Gassi morreu após sofrer golpes de faca. A polícia aponta o marido dela, João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, como principal suspeito.
Moradores se unem em oração após feminicídio de médica em Maringá
Durante a homenagem, os moradores soltaram balões e fizeram uma oração coletiva. A iniciativa buscou preservar a memória de Gassi e demonstrar apoio aos familiares e amigos neste momento de dor.
Além disso, o encontro transformou por alguns minutos o espaço de convivência do condomínio em um ponto de despedida. A comunidade se uniu para lembrar a médica pela convivência e pelo carinho que mantinha com as pessoas próximas.
Gassi também havia se tornado mãe recentemente. Seu filho nasceu em dezembro de 2025. Desde então, amigos destacavam nas redes sociais registros da nova fase da vida da médica e o carinho dedicado à maternidade.
Médica foi encontrada morta dentro do apartamento em Maringá
O feminicídio em Maringá chocou moradores da cidade após Gassi ser encontrada morta dentro do apartamento onde vivia. Ela apresentava marcas de esfaqueamento.
A Justiça decretou a prisão preventiva de João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, marido da médica e principal suspeito do crime. Segundo a polícia, os dois tinham um relacionamento conturbado.
Uma parente do investigado contou em depoimento que ele chegou ferido à residência dela em Mandaguari, admitiu ter matado a companheira e pediu socorro.
João também sofreu ferimentos e permanece internado em um hospital sob escolta policial. Após receber alta, a polícia encaminhará João Vitor para a prisão, conforme as informações divulgadas até o momento.
Gassi concluiu Medicina em 2016 pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), no campus de Tubarão. Em abril de 2019, ela passou a trabalhar como médica na Unidade Básica de Saúde (UBS) de Sarandi, na Região Metropolitana de Maringá. Ela ingressou no serviço público após aprovação em concurso.
Fora do trabalho, Gassi também compartilhava nas redes sociais registros de viagens e momentos pessoais. Entre os destinos fotografados estavam Bélgica, Itália, Estados Unidos, Suíça, Canadá e Grécia.
Agora, diante da tragédia, os vizinhos transformaram a lembrança da médica em um momento coletivo de fé e solidariedade. A homenagem reforçou o sentimento de perda deixado pelo feminicídio em Maringá.
Com informações da Banda B, parceira da Portal aRede.



