Casas Bahia consegue suspensão de cobranças por 180 dias após pedir recuperação
Justiça de São Paulo antecipou efeitos de recuperação judicial do Grupo Casas Bahia para evitar corrida de credores ao patrimônio da empresa

A Justiça de São Paulo suspendeu por 180 dias as ações de cobrança e execuções contra o Grupo Casas Bahia. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (28), após a varejista entrar com pedido de recuperação judicial para tentar reorganizar as finanças.
O pedido foi protocolado no último dia 16, na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais. A empresa possui cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas.
Conforme o Metrópoles, a decisão antecipou os efeitos da recuperação judicial e busca evitar uma corrida de credores contra o patrimônio da companhia. Para a Justiça, a medida é necessária para preservar as atividades da empresa enquanto o pedido é analisado.
Segundo o advogado que representa as Casas Bahia, a determinação oferece uma proteção temporária para que a companhia consiga reorganizar sua situação financeira sem sofrer novas cobranças que possam comprometer as operações.
Na prática, a decisão impede que credores antecipem cobranças ou retenham valores da empresa. Também determina que fornecedores mantenham a entrega de mercadorias já encaminhadas e que serviços essenciais, como água, energia elétrica e internet, não sejam interrompidos.
A proteção também se estende aos imóveis utilizados pela companhia, impedindo a interrupção dos contratos de aluguel durante o período determinado pela Justiça.
Multa por descumprimento
Quem descumprir a decisão estará sujeito a uma multa de R$ 50 mil por dia, conforme determinado pela Justiça.
Ao mesmo tempo, as Casas Bahia terão 10 dias para corrigir falhas e apresentar documentos que não foram incluídos no processo. Caso as pendências não sejam solucionadas, o pedido de recuperação judicial poderá ser cancelado.
Auditoria vai avaliar situação da empresa
O próximo passo será a realização de uma constatação prévia, uma espécie de auditoria determinada pela Justiça para verificar se a empresa está efetivamente em funcionamento e se a situação de crise apresentada no pedido corresponde à realidade.
Um perito foi nomeado para realizar a análise e terá 30 dias para apresentar um relatório detalhado.
Somente após a conclusão dessa avaliação, a Justiça deverá decidir se aceita definitivamente o pedido de recuperação judicial das Casas Bahia.
A recuperação judicial é um mecanismo utilizado por empresas em dificuldades financeiras para tentar reorganizar as dívidas e evitar a falência, permitindo a continuidade das atividades enquanto um plano de pagamento é negociado com os credores.





















