El Niño acende alerta para proteção de patrimônios e residências na região Sul | aRede
PUBLICIDADE

El Niño acende alerta para proteção de patrimônios e residências na região Sul

Especialista orienta sobre a importância de avaliar seguros residenciais e patrimoniais diante da influência do fenômeno sobre as chuvas e do aumento do risco climático

Os impactos financeiros provocados por eventos climáticos recentes ajudam a dimensionar a preocupação
Os impactos financeiros provocados por eventos climáticos recentes ajudam a dimensionar a preocupação -

Publicado por Julia Sansana

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

O avanço do El Niño sobre o regime de chuvas da Região Sul coloca a proteção financeira de famílias e empresas novamente em evidência. Para além das previsões meteorológicas, a ocorrência de eventos extremos traz uma questão prática: imóveis, bens e renda estão preparados para absorver financeiramente os efeitos de um imprevisto?

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o El Niño já começou a influenciar as chuvas no Sul do Brasil. O fenômeno tende a aumentar a frequência e o volume das precipitações na região, e as previsões apontam possibilidade de permanência até o início de 2027. Nota técnica conjunta do INPE, INMET, Funceme e Censipam indica probabilidade superior a 80% de configuração do fenômeno ao longo do segundo semestre de 2026.

Os impactos financeiros provocados por eventos climáticos recentes ajudam a dimensionar a preocupação. No Rio Grande do Sul, as seguradoras desembolsaram R$ 21,14 milhões em indenizações de seguro residencial somente em janeiro de 2026, aumento de 37,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. A arrecadação do segmento no estado chegou a R$ 58,12 milhões no período, alta de 6,4%.

Outro indicador vem das coberturas relacionadas a enchentes e alagamentos. Em 2025, a Região Sul respondeu por 21% dos acionamentos dessas coberturas no seguro residencial de uma das principais seguradoras do país e concentrou 25% das contratações. Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul estiveram entre os estados com maior participação nesses registros.

Dados do Sistema Ailos mostram que mais de 500 mil seguros de vida e patrimônio estavam vigentes entre os cooperados ao final de 2025. O sistema reúne 14 cooperativas de crédito e tem presença em mais de 140 cidades, incluindo Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.

Quando é a hora certa para contratar um seguro

Para a cooperativa de crédito CredCrea, o momento reforça a importância de tratar o seguro como parte do planejamento financeiro, e não apenas como uma proteção acionada depois de um prejuízo. Antes de contratar ou renovar uma apólice, a recomendação é avaliar quais riscos fazem sentido para cada realidade e conferir se as coberturas existentes acompanham eventuais mudanças no patrimônio ou na composição familiar.

“Quando falamos em seguro, muitas vezes pensamos na contratação e esquecemos de verificar se aquela proteção continua adequada à nossa realidade. Uma mudança na residência, a aquisição de um bem ou uma nova configuração familiar podem alterar as necessidades de proteção. Por isso, revisar periodicamente as coberturas é uma forma de manter o planejamento financeiro atualizado”, explica o especialista em seguros Vinicius Luiz Pedrotti da CredCrea.

Ainda segundo Vinicius, a análise das condições da apólice também merece atenção. Coberturas, limites de indenização, franquias e exclusões variam conforme o produto contratado, e determinados danos provocados por eventos climáticos podem depender de coberturas específicas. Também vale conhecer as assistências disponíveis no seguro residencial, que podem incluir serviços como eletricista, chaveiro, limpeza de caixa-d’água e pequenos reparos. Muitas vezes, esses serviços já estão previstos na contratação e podem ser úteis no dia a dia, mesmo quando não há um sinistro. Por isso, conhecer as condições e os benefícios do contrato antes de uma eventual ocorrência é parte importante da prevenção.

No caso do seguro residencial e patrimonial, a avaliação pode considerar o imóvel, equipamentos e outros bens, conforme as coberturas contratadas. Já o seguro de vida tem outra finalidade: contribuir para a proteção financeira dos beneficiários (quem recebe a indenização do seguro) diante de situações que possam comprometer a renda familiar.

“Seguro não elimina o risco, mas pode reduzir o impacto financeiro de um acontecimento inesperado. A ideia é avaliar previamente quais situações poderiam comprometer o patrimônio ou a renda e verificar se existe uma proteção adequada para elas”, acrescenta Pedrotti.

Com o El Niño já influenciando as condições de chuva no Sul, o período é oportuno para uma revisão financeira preventiva. Conferir o que está protegido, quais coberturas foram contratadas e quais situações permanecem descobertas pode fazer diferença antes que uma ocorrência climática transforme um risco conhecido em prejuízo.

Com informações da Assessoria de Imprensa. 

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right