Gaeco de Paranaguá denuncia ex-policial militar por corrupção passiva e tráfico | aRede
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Gaeco de Paranaguá denuncia ex-policial militar por corrupção passiva e tráfico

Os fatos teriam ocorrido entre abril e agosto de 2022, nos municípios de Guaratuba e Paranaguá, quando o denunciado atuava como comandante da Ronda Ostensiva Tático Móvel (Rotam) de Guaratuba

Denunciado teria utilizado informações obtidas em razão da função policial para auxiliar um traficante que atuava no Litoral do Paraná e também lucrar com atividades ilegais
Denunciado teria utilizado informações obtidas em razão da função policial para auxiliar um traficante que atuava no Litoral do Paraná e também lucrar com atividades ilegais -

Publicado por Diego Chila

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O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo Regional de Paranaguá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu denúncia contra um ex-policial militar pela suposta prática dos crimes de associação para o tráfico de drogas e corrupção passiva. Conforme apurado, o denunciado teria utilizado informações obtidas em razão da função policial para auxiliar um traficante que atuava no Litoral do Paraná e também lucrar com atividades ilegais.

Os fatos teriam ocorrido entre abril e agosto de 2022, nos municípios de Guaratuba e Paranaguá, quando o denunciado atuava como comandante da Ronda Ostensiva Tático Móvel (Rotam) de Guaratuba. Segundo a denúncia, no mesmo período, o outro investigado era apontado como um dos principais responsáveis pelo tráfico de drogas no Litoral e já havia sido investigado por crimes como furto, organização criminosa voltada ao tráfico e lavagem de dinheiro. Ele também tinha um mandado de prisão preventiva expedido contra ele no final de 2022.

Esquema – De acordo com a investigação, em abril de 2022, o então policial militar teria obtido o número de telefone do traficante e entrado em contato com ele, apresentando-se como policial corrupto que trabalharia no setor operacional do Ministério Público. Conforme consta da denúncia, o traficante teria oferecido ao policial R$ 50 mil mensais para que ele fornecesse informações que favorecessem a atividade criminosa e contribuíssem para sua permanência em liberdade. O policial teria feito uma contraproposta, segundo a qual participaria das operações de tráfico.

As investigações identificaram conversas entre os dois por meio do aplicativo Threema. Segundo o MPPR, as mensagens demonstrariam que a relação entre eles não se limitava a uma eventual técnica de investigação policial, mas indicaria uma atuação conjunta e estável voltada ao tráfico de drogas.

Entre as informações que, conforme a denúncia, teriam sido repassadas pelo então policial militar, estavam dados sobre operações policiais, movimentações de equipes de segurança, prisões de traficantes e mandados de prisão. Ele também teria realizado consultas em sistemas policiais para verificar a existência de mandados contra pessoas indicadas pelo traficante. Ainda segundo a denúncia, o policial teria obtido informações junto a outros policiais militares sobre operações da Patrulha Costeira e do Batalhão de Operações Especiais, repassando-as ao investigado.

Promessa de vantagem – Além da associação para o tráfico, o Ministério Público denunciou o ex-policial militar pelo crime de corrupção passiva. De acordo com a denúncia, em 24 de agosto de 2022, ele teria aceitado promessa de vantagem indevida consistente em uma motocicleta Yamaha MT-09, avaliada na época em aproximadamente R$ 57 mil.

A vantagem, segundo o MPPR, estaria relacionada à prestação de informações obtidas em razão da função policial, incluindo dados sobre operações, mandados de prisão, pessoas ligadas ao tráfico e realização de abordagens.

Processo 0032199-15.2023.8.16.0013

Com informações: MPPR
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