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Sistema FAEP cobra medidas emergenciais para regiões do Paraná atingidas por tornado

Entidade exige que governos estadual e federal implantem medidas de apoio para a população e produtores rurais atingidos pelas tempestades

Fenômeno foi registrado neste sábado
Fenômeno foi registrado neste sábado -

Publicado por Sara Dalzotto

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O tornado registrado no Paraná no último sábado (8) deixou um rastro de estragos nos meios urbano e rural de diversas regiões. De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), há registros de tempestades em cidades como Piraí do Sul, Telêmaco Borba, Tibagi, Guarapuava, Candói, Castro, Jaguariaíva e Nova Aurora. Segundo a Defesa Civil, o fenômeno meteorológico danificou casas, galpões e granjas, além de derrubar árvores e postes e deixar propriedades sem energia elétrica.

Diante deste cenário, o Sistema FAEP cobra medidas emergenciais e atuação imediata e coordenada por parte dos governos estadual e federal. A entidade e os sindicatos rurais solicitam que a Defesa Civil dos municípios realize, de forma urgente, o levantamento dos danos e inicie o atendimento das comunidades atingidas. No começo da semana, o Sistema FAEP vai oficializar os pedidos, por meio de ofícios, às Secretarias Estaduais da Agricultura e Abastecimento (Seab) e da Fazenda (Sefa) e a Copel.

“A população das áreas rural e urbana precisam de uma resposta imediata e coordenada do Poder Público. A Defesa Civil tem que atuar nos municípios e a Copel dar prioridade ao restabelecimento da energia. De forma paralela, os governos estadual e federal precisar abrir crédito emergencial pré-aprovado voltado as pessoas e os produtores rurais atingidos”, ressalta o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Esses mecanismos emergenciais são o mínimo inicial para que aqueles que tiveram prejuízos possam começar a reconstruir e retomar suas atividades”, complementa.

Em julho, na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), ocorreu uma reunião para debater os efeitos do El Niño no Estado, além de alinhar medidas e estratégias de prevenção diante do aumento previsto da ocorrência de fenômenos climáticos extremos, como o tornado do último sábado. Na ocasião, houve a promessa de ações concretas para dar suporte aos municípios e ampliar as informações aos paranaenses impactados.

“Não adianta fazer reunião e dizer que está equipado, se quando ocorre um tornado não há medidas de auxílio efetivas. Precisamos de ações práticas, de forma ágil. É isso que o Sistema FAEP exige das autoridades”, reforça Meneguette.

A reunião contou com representantes do Sistema FAEP, Simepar, da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável (Sedest) e do Comitê de Governança Climática, além do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR), da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), de associações regionais de municípios, de universidades e de prefeituras, entre outros.

Na última década, o Paraná contabilizou cerca de 6 mil desastres naturais, que atingiram os 399 municípios, afetaram mais de 4,5 milhões de pessoas e geraram prejuízos na ordem de R$ 32 bilhões.

“Historicamente, essas ocorrências já são sabidas. O clima mudou e a situação vai ficar ainda pior. Temos que ter, diante do aumento de ocorrências como vendavais, granizo e tornados, medidas preventivas por parte do Poder Público para mitigar os estragos. Isso porque a possibilidade de catástrofes nos próximos meses e anos, durante o El Niño, é real”, aponta o dirigente do Sistema FAEP.

Rio Bonito do Iguaçu

Em novembro de 2025, um tornado atingiu a região Centro-Sul do Paraná, causando destruição principalmente no município de Rio Bonito do Iguaçu, inclusive na área rural. O fenômeno climático deixou um rastro de estragos também em Porto Barreiro, Laranjeiras do Sul, Virmond, Guarapuava e Candói. Apesar das cobranças do Sistema FAEP, as condições especiais anunciadas pelo governo estadual após o desastre climático excluíram muitos produtores rurais. Até hoje, após nove meses, agricultores e pecuaristas seguem sem acesso a medidas de apoio para viabilizar a reconstrução das propriedades atingidas.

“Não podemos deixar que a situação de Rio Bonito do Iguaçu e região se repita. Os governos estadual e federal precisam encontrar alternativas que permitam atender os produtores rurais que sofreram prejuízos. Vamos continuar cobrando e atuando para auxiliar nossos agricultores e pecuaristas”, afirma o presidente do Sistema FAEP.

Com informações de Assessoria de Imprensa.

Leia o resumo da notícia

Impactos dos tornados no Paraná: O fenômeno atingiu áreas urbanas e rurais de diversos municípios (como Piraí do Sul, Telêmaco Borba, Guarapuava e Candói), destruindo residências, galpões e infraestrutura, além de causar interrupções no fornecimento de energia elétrica.

Cobrança por ações emergenciais: O Sistema FAEP exigiu atuação imediata dos governos estadual e federal, solicitando auxílio urgente da Defesa Civil, prioridade da Copel no restabelecimento de energia e a liberação de crédito emergencial pré-aprovado para a reconstrução das propriedades atingidas.

Alerta sobre histórico e desassistência: Com o Paraná acumulando bilhões em prejuízos por desastres climáticos, o presidente da entidade criticou a lentidão do Poder Público, destacando que produtores afetados por outro tornado em Rio Bonito do Iguaçu (em novembro de 2025) continuam sem suporte financeiro após nove meses.

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