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Terra não é esfera perfeita: Nasa revela novo modelo 3D do planeta

Agência espacial divulgou representação que mostra, de forma exagerada, as irregularidades do planeta

O novo modelo 3D da Terra divulgado pela agência espacial norte-americana Nasa
O novo modelo 3D da Terra divulgado pela agência espacial norte-americana Nasa -

Publicado Por Milena Batista

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A Terra está longe de ser uma esfera perfeita, como aparece nas tradicionais imagens feitas do espaço. Uma nova representação divulgada pela Nasa mostra o planeta com uma superfície irregular, criada a partir de dados coletados por satélites que identificam pequenas variações no campo gravitacional terrestre.

O modelo foi desenvolvido com base em um conjunto de informações reunidas ao longo de 15 anos, com mais de um bilhão de observações. Para tornar as diferenças perceptíveis, as irregularidades foram ampliadas na visualização. Na realidade, essas alterações representam apenas variações de algumas dezenas de metros.

A representação é baseada no conceito de geóide, um modelo utilizado pelos cientistas para mostrar como seria a forma da Terra caso o planeta fosse totalmente coberto por água em equilíbrio, considerando apenas os efeitos da gravidade e da rotação.

Por isso, especialistas descrevem o formato do planeta como semelhante a uma “batata”, com elevações e depressões causadas por diferenças na distribuição de massa da Terra. Apesar das irregularidades, o planeta continua sendo aproximadamente esférico, com um leve achatamento nos polos e maior largura na região do equador.

A ciência já sabe há milhares de anos que a Terra não é plana. Na Grécia Antiga, estudiosos analisavam sombras durante o solstício de verão, observavam a posição das estrelas e identificavam a sombra circular do planeta projetada na Lua durante eclipses para calcular medidas da Terra.

Atualmente, a área responsável por estudar essas características é a geodésia, ciência que mede a forma, o campo gravitacional e os movimentos do planeta. Com o auxílio de satélites e sistemas como o GPS, pesquisadores conseguem calcular dimensões da Terra com precisão de até centímetros.

Mesmo o formato de elipsóide — uma esfera levemente achatada — ainda não representa completamente a complexidade do planeta, que está em constante transformação devido aos movimentos internos, à rotação e às forças naturais que atuam sobre sua superfície.

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