Gleisi destaca ofensiva nacional que amplia proteção às mulheres
“Prender é fundamental, é pedagógico. Quem agride mulher não pode ficar solto. A gente tem que proteger a vida das mulheres. E isso se faz com política pública”, diz Gleisi

Mais de 22 mil agressores foram presos entre o fim de fevereiro e 27 de julho em ações nacionais de enfrentamento à violência contra a mulher, segundo balanço apresentado nesta quarta-feira (29), em Brasília, pelo Centro Integrado Mulher Segura (CIMS). A candidata ao Senado, deputada federal Gleisi Hoffmann, participou da cerimônia e destacou o alcance da ofensiva coordenada pelo governo federal.
“Prender é fundamental, é pedagógico. Quem agride mulher tem que ser preso, não pode ficar solto. E a gente tem que proteger a vida das nossas mulheres. Isso se faz com política pública”, disse.
As ações do CIMS também mantiveram mais de 29 mil medidas protetivas sob acompanhamento, alcançaram mais de 4,3 mil municípios e receberam mais de R$ 9 milhões em investimentos. As iniciativas são coordenadas pelo Ministério da Justiça e pela Secretaria Nacional de Segurança Pública.
Ao comentar o balanço, Gleisi também ressaltou a redução de 2,5% no número de feminicídios no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. “Ainda é uma queda pequena, modesta, de 2,5% em relação ao primeiro semestre do ano passado, mas a gente interrompeu aquela série histórica de aumento dos feminicídios no Brasil”, afirmou.
Segundo a deputada, o prazo médio para a concessão de medidas protetivas caiu de 14 para cerca de dois dias. O Conselho Nacional de Justiça atua com os estados para reduzir esse intervalo a até 24 horas.
Gleisi citou ainda o monitoramento eletrônico de agressores que permaneçam em liberdade e o uso de equipamentos capazes de alertar as vítimas sobre a aproximação do monitorado.
Pix pensão e maior monitoramento de agressores
Também hoje, Gleisi participou no Palácio do Planalto da cerimônia de sanção, pelo presidente Lula, da lei que torna obrigatória a ampla divulgação do Ligue 180, canal nacional de atendimento, orientação e denúncia de violência contra a mulher, e da lei que institui o chamado “Pix Pensão”, que permitirá a transferência automática da pensão alimentícia por determinação judicial.
Além disso, foram assinados dois decretos que instituem o Sistema Integrado Mulher Segura, voltado ao compartilhamento e à análise de dados, e regulamentam a Lei 15.383/2026, sancionada pelo governo Lula em abril, que tornou a monitoração eletrônica de agressores uma medida protetiva autônoma. A legislação prevê que a vítima receba um dispositivo capaz de alertá-la, assim como a unidade policial mais próxima, caso o agressor ultrapasse o perímetro de segurança.a





















