Banco Master: PF faz buscas contra Jaques Wagner e Augusto Lima
Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), a nona fase da Operação Compliance Zero, que investiga a suposta participação de um agente público em um esquema de irregularidades relacionadas ao Banco Master.
Conforme o Metrópoles, entre os alvos da operação estão o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, e o empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Por determinação do Supremo Tribunal Federal, agentes da PF cumprem 18 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. Além das buscas, foram autorizadas medidas cautelares, como monitoramento eletrônico, suspensão de passaportes e proibição de contato entre os investigados.
De acordo com a Polícia Federal, os fatos apurados podem configurar, em tese, os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
A operação ocorre em meio a informações de que a BK Financeira, empresa ligada à nora de Jaques Wagner, Bonnie de Bonilha, recebeu pelo menos R$ 11 milhões do Banco Master desde 2021. A companhia foi contratada para prospectar operações de crédito consignado para a instituição financeira. Bonnie é casada com Eduardo Sodré, secretário de Meio Ambiente da Bahia e enteado do senador.
Em manifestações anteriores, Jaques Wagner negou participação em qualquer intermediação ou negociação envolvendo a empresa e afirmou que eventuais esclarecimentos devem ser prestados pelos responsáveis pela gestão do negócio.
Outro investigado na operação, Augusto Ferreira Lima, já havia sido alvo da primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025. Na ocasião, ele foi preso e teve bens bloqueados pela Justiça. O empresário também foi alvo de medidas adotadas pelo Banco Central após a decretação da liquidação extrajudicial da DTVM e do Banco Pleno.
Além disso, Augusto responde a uma cobrança judicial de R$ 247 milhões no Tribunal de Justiça de São Paulo e é citado em ações que apuram uma suposta blindagem patrimonial por meio de empresas utilizadas para proteger ativos imobiliários.





















