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Policial penal que matou jovem após jogo do Flamengo é absolvido

David Williank Aguiar foi morto na saída de uma festa. O Tribunal do Júri do DF reconheceu que Gil Paulo agiu em legítima defesa

O crime ocorreu na madrugada de 30 de outubro de 2022, nas proximidades de uma casa de festas em São Sebastião
O crime ocorreu na madrugada de 30 de outubro de 2022, nas proximidades de uma casa de festas em São Sebastião -

Publicado por Iolanda Lima

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O policial penal federal Gil Paulo Siqueira de Melo, que matou a tiros o jovem David Williank Aguiar Ferreira (foto em destaque), de 21 anos, em São Sebastião (DF), foi absolvido pelo Tribunal do Júri do Distrito Federal.

A decisão tomada em 28 de março de 2025, obtida pela coluna nesta sexta-feira (29), reconheceu a tese de legítima defesa apresentada pela defesa do servidor.

Com a decisão, o magistrado julgou improcedente a pretensão punitiva do Estado, revogou as medidas cautelares impostas ao policial e determinou a restituição do pleno exercício do cargo e do porte de arma. As informações são do Metrópoles. 

O policial afirmou que nunca tinha visto o jovem antes. “Eu já estava indo para a minha casa, já estava dentro do Uber. Eu fui agredido e todos os laudos comprovam as minhas lesões. Ele tentou tomar minha arma e na mão dele consta um ferimento compatível com luta com arma de fogo. Nenhuma das pessoas que estavam no carro sequer conheciam ele. Além de que ele estava sob anfetamina e álcool, como foi comprovado.”

Entenda o caso

O crime ocorreu na madrugada de 30 de outubro de 2022, nas proximidades de uma casa de festas em São Sebastião. Na época, Gil Paulo foi preso em flagrante após atirar contra David, que chegou a ser socorrido, mas morreu ao dar entrada no Hospital Regional do Paranoá.

Segundo os documentos, o policial estava em um estabelecimento da região comemorando o resultado da final da Copa Libertadores quando passou a ser importunado por David. Em depoimento, Gil afirmou que o jovem o encarava com “cara de ódio”, fazia provocações e o abordava repetidamente dentro do local.

Ainda segundo o depoimento, ele tentou evitar qualquer confronto, permanecendo no balcão do estabelecimento e, posteriormente, deixando o local.

Após embarcar em um veículo de aplicativo ao lado de outras duas jovens que dividiriam a corrida, Gil teria sido novamente abordado por David. Ele dizia falava frases como “minha mulher”, “Mangueiral”, “eu lembro”.

A defesa sustentou que o jovem se aproximou da janela traseira do carro e passou a agredir o policial com socos. Em seguida, teria tentado abrir a porta do veículo e retirar da posse do servidor uma pistola Beretta calibre 9 milímetros.

Na situação, Gil efetuou um único disparo à curta distância, atingindo David.

A versão foi confirmada por testemunhas ouvidas durante o processo.

Além disso, o exame de corpo de delito realizado pelo policial logo após os fatos constataram uma lesão em seu nariz, compatível com o soco que ele afirmou ter recebido da vítima.

Na perícia, também foram identificadas lesões na mão esquerda de David.

Imagens gravadas por frequentadores da festa à época mostraram David sendo contido por um segurança da casa noturna horas antes do crime.

Após o tiro, Gil pediu que a motorista deixasse o local. O veículo, porém, foi interceptado por policiais militares que passavam pela região e realizaram a prisão em flagrante do servidor.

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