Funcionário é demitido após apresentar atestado falso gerado por IA
Apesar de o atestado ter aparência semelhante a um documento verdadeiro, a fraude foi identificada por meio de uma simples verificação junto à unidade de saúde

Uma empresa de Tijucas demitiu um funcionário por justa causa após descobrir que um atestado médico apresentado por ele era falso e possivelmente produzido com auxílio de inteligência artificial. A suspeita surgiu após a empresa entrar em contato com a clínica informada no documento, que confirmou que não houve consulta médica em nome do trabalhador nem atendimento realizado pelo profissional citado.
Apesar de o atestado ter aparência semelhante a um documento verdadeiro, a fraude foi identificada por meio de uma simples verificação junto à unidade de saúde. Diante da confirmação, o empregado foi desligado imediatamente.
Segundo a CLT, o uso de documento falso pode ser considerado ato de improbidade e mau procedimento, situações que autorizam a demissão por justa causa. Nesses casos, o trabalhador perde direitos como aviso prévio, seguro-desemprego e a multa de 40% sobre o FGTS.
Além das consequências trabalhistas, a prática também pode gerar responsabilização criminal. O uso de documento falso pode resultar em pena de dois a seis anos de prisão, além de multa. Se ficar comprovado que o próprio funcionário produziu o atestado, ele ainda poderá responder pelo crime de falsificação de documento particular.
Com informações: Nação Jurídica.




















