Sul soma 41,5% dos desastres causados por chuvas nos últimos 13 anos
Entre todos os estados brasileiros, Santa Catarina lidera o ranking, com 4.885 notificações

A região Sul é a mais afetada por desastres causados por chuvas intensas, de acordo com estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Entre 2013 e 2025, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul somaram 9.496 dos 22.863 decretos de Situação de Emergência ou Estado de Calamidade Pública. Por esse motivo, o equivalente a 41,5% desse tipo de registro. Em segundo lugar, a região Sudeste soma 24,7%, seguido pelo Nordeste (12,6%), Norte (11,2%) e Centro-Oeste (10%).
Entre todos os estados brasileiros, Santa Catarina lidera o ranking, com 4.885 notificações, seguida pelo Rio Grande do Sul, com 3.628. O Paraná fica em 6.º lugar, com 983 registros de eventos como inundações, alagamentos, enxurradas e tempestades.
Dos R$ 222,9 bilhões em prejuízos causados por chuvas intensas no Brasil entre 2013 e 2025, a região Sul responde a 37,5% do total. Em seguida, aparecem as regiões Sudeste (23,9%), Nordeste (21,5%), Centro-Oeste (9,2%) e Norte (7,9%).
“As enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul mostraram ao país o tamanho do impacto das chuvas na região, causando prejuízos não só no estado, mas para a economia brasileira. Com orçamento e capacitação insuficientes, os municípios demoram para se recuperar de eventos como esse, assim como atuam na prevenção de demais desastres”, alerta o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.
Desalojados
Os estados sulistas também se destacaram em impactos sociais causados por desastres, independentemente da causa. Eles reúnem 1.862.265 registros de pessoas desalojadas, o que corresponde a 34,86% do total nacional. Na sequência, aparecem Norte (24,15%), Nordeste (22,97%), Sudeste (17,42%) e Centro-Oeste (0,60%).
Diferentemente das pessoas desabrigadas, as desalojadas não necessariamente dependem de abrigo temporário. Entre a população desabrigada, o Norte lidera, com 33,85%, seguido pelo Nordeste (32,42%), Sul (22,62%), Sudeste (10,10%) e Centro-Oeste (1%).
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