PCPR reforça alertas sobre uso de jogos e redes sociais por crianças e adolescentes | aRede
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PCPR reforça alertas sobre uso de jogos e redes sociais por crianças e adolescentes

Conscientização sobre o assunto é reforçada no Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

Mudanças de comportamento em crianças ou adolescentes podem indicar sinais de risco
Mudanças de comportamento em crianças ou adolescentes podem indicar sinais de risco -

Publicado por Sara Dalzotto

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O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, lembrado em 18 de maio, é um momento de conscientização sobre a importância de prevenir e denunciar casos de violência contra menores. A Polícia Civil do Paraná (PCPR) reforça orientações sobre prevenção, identificação de sinais e formas de denúncia para conscientizar famílias, escolas e a sociedade sobre a importância da proteção de crianças e adolescentes, especialmente em ambientes virtuais.

A delegada Mariana Coelho, que atua no Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), explica que o uso cada vez mais frequente da internet por crianças e adolescentes exige atenção constante dos pais e responsáveis. Segundo ela, jogos online, redes sociais e aplicativos de mensagens são utilizados por criminosos para se aproximar das vítimas por meio de conversas e criação de vínculos de confiança.

“Em muitos casos, os autores utilizam interesses em comum para conquistar a confiança da criança ou do adolescente e, posteriormente, praticar crimes como aliciamento virtual, extorsão mediante uso de imagens íntimas e produção de material de abuso sexual envolvendo envolvendo menores de idade”, diz.

Delegada do Nucria, Mariana Coelho
Delegada do Nucria, Mariana Coelho |  Foto: PCPR.

A orientação é que o acompanhamento das atividades digitais comece a ser praticado dentro de casa. Pais e responsáveis devem ter conhecimento sobre os conteúdos acessados pelas crianças, saber quem são as pessoas com quem elas conversam e utilizar ferramentas de restrição disponíveis nas plataformas digitais. Além dos crimes sexuais praticados no ambiente virtual, a PCPR também alerta para casos de bullying e cyberbullying, que podem causar impactos psicológicos em crianças e adolescentes.

Sinais para observar

Mudanças bruscas de comportamento, isolamento, irritabilidade, ansiedade, depressão e resistência em permitir o acesso dos pais ao celular ou às redes sociais podem indicar situações de risco ou violência. A PCPR orienta que familiares, professores e responsáveis mantenham diálogo constante com crianças e adolescentes para identificar possíveis sinais de vulnerabilidade.

Conforme a delegada, a relação de confiança entre pais e filhos é uma das principais formas de prevenção. “Os responsáveis devem conversar abertamente sobre os riscos da internet, explicar os perigos do compartilhamento de imagens íntimas e acompanhar o uso de plataformas digitais de acordo com a faixa etária”, explica.

Denúncia

Em casos de suspeita ou de confirmação de violência, a PCPR orienta que a denúncia seja feita imediatamente. O registro do boletim de ocorrência pode ser realizado em qualquer delegacia de polícia ou diretamente nas unidades do Nucria. Também é possível denunciar pelos telefones 197, da PCPR, e 181, do Disque-Denúncia, de forma anônima.

A PCPR reforça que, ao identificar qualquer indício de violência contra crianças e adolescentes, é fundamental procurar as autoridades competentes e evitar tentativas de investigação por conta própria, para não comprometer o andamento das apurações.

Com informações da Agência Estadual de Notícias (AEN).

Leia o resumo da notícia

- O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, em 18 de maio, reforça ações de conscientização e prevenção, com orientação da Polícia Civil do Paraná sobre a proteção de menores, especialmente no ambiente virtual.

- Segundo a delegada Mariana Coelho, do Nucria, criminosos usam redes sociais, jogos e aplicativos para se aproximar de crianças e adolescentes, criando vínculos de confiança para práticas como aliciamento, extorsão e produção de conteúdo de abuso sexual.

- A PCPR alerta para sinais de risco como isolamento e mudanças de comportamento e orienta que casos suspeitos sejam denunciados imediatamente pelo 197, 181 ou em delegacias, incluindo unidades do Nucria, sem tentativa de investigação por conta própria.

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