Eleitor do PR tem preferência por senadores de direita, diz Neokemp Pesquisas | aRede
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Eleitor do PR tem preferência por senadores de direita, diz Neokemp Pesquisas

Levantamento mostra Deltan Dallagnol na liderança; pré-candidata com mais rejeição ao Senado é Gleisi

Eleições deste ano acontecem em outubro
Eleições deste ano acontecem em outubro -

Rodolpho Bowens

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Os paranaenses têm preferência pela eleição de senadores da direita. É o que mostra o novo levantamento da Neokemp Pesquisas, divulgado na tarde desta quarta-feira (29). A pesquisa eleitoral ouviu 1.008 pessoas de 27 a 29 de abril, com uma margem de erro de 3,1 pontos percentuais e confiabilidade de 95%. O levantamento para a disputa do Senado Federal está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR 00015/2026.

São dois cenários - em ambos, a Neokemp fez um somatório da opção de 1º e 2º voto. Quem lidera no ‘Cenário 1’ é Deltan Dallagnol (Novo) com 41,8% das intenções do eleitorado participante. Na sequência vem Alvaro Dias (MDB) com 35,8%, Alexandre Curi (Republicanos) com 23,3%, Cristina Graeml (PSD) com 21,2%, Gleisi Hoffmann (PT) com 20,9%, Filipe Barros (PL) com 16,7% e Junior Ramos com 1,7%. Nesse cenário, também há os entrevistados que escolheram ‘Não Sabe’ (29%) e ‘Branco ou Nulo’ (9,6%).

Pesquisa 'Cenário 1' para o Senado Federal
Pesquisa 'Cenário 1' para o Senado Federal |  Foto: Arte/Geverson Dalzotto Cunha/aRede.

Ainda neste cenário, o levantamento revela qual dos nomes apresentados têm mais rejeição dos paranaenses. Em primeiro aparece Gleisi (54%), seguida de Deltan (13,8%), Cristina (8,5%), Alvaro Dias (7,1%), Curi (5,5%), Filipe Barros (2,6%) e Junior Ramos (0,8%). Também aparecem os entrevistados que rejeitaram todos os nomes (4,8%) e os que não rejeitam ninguém (3%).

Campos Gerais rejeita Gleisi

Ao segmentar para somente a região de Ponta Grossa, a pré-candidata ao Senado que tem mais rejeição é Gleisi (57%). Na sequência vem Deltan (15,1%), Cristina (9,3%), Alvaro Dias (4,7%) e Alexandre Curi (3,5%) - a liderança política que tem menos rejeição do eleitorado dos Campos Gerais é Filipe Barros (2,3%).

A Neokemp Pesquisas define a região de Ponta Grossa com as seguintes cidades: Carambeí, Castro, Ipiranga, Palmeira, Piraí do Sul, Ponta Grossa, Reserva, Sengés, Teixeira Soares e Telêmaco Borba.

Deltan na frente no 'Cenário 2'

O segundo cenário mantém Deltan Dallagnol na liderança com 51,9% das intenções, seguido de Alexandre Curi (32%), Gleisi Hoffmann (28,5%), Filipe Barros (27,8%) e Junior Ramos (2,1%) – neste cenário, não foram citados na pesquisa os nomes de Alvaro Dias e Cristina Graeml. Os entrevistados que escolheram ‘Não Sabe’ foram 42,5% e ‘Branco ou Nulo’ foram 15,3%.

Pesquisa 'Cenário 2' para o Senado Federal
Pesquisa 'Cenário 2' para o Senado Federal |  Foto: Arte/Geverson Dalzotto Cunha/aRede.

O levantamento tem como objetivo compreender o atual cenário político-eleitoral, analisando a intenção de voto dos paranaenses, a percepção da população sobre lideranças e governos, além de mapear tendências que possam influenciar o pleito futuro. A pesquisa foi ‘Quantitativa por amostragem’, ouviu homens e mulheres a partir dos 16 anos e residentes no Estado do Paraná. Ao todo, 104 cidades participaram.

Deltan está inelegível?

O pré-candidato que lidera as intenções de voto perdeu o mandato de deputado federal em 2023, quando TSE cassou o registro de candidatura de Dallagnol. Esse registro é o procedimento legal pelo qual um partido ou coligação formaliza, junto à Justiça Eleitoral, a habilitação de um candidato para disputar uma eleição.

Na época da cassação, o relator do caso, o ministro Benedito Gonçalves, entendeu que Dallagnol cometeu uma fraude contra a 'Lei da Ficha Limpa' ao pedir exoneração do Ministério Público Federal (MPF) 11 meses antes das eleições, enquanto enfrentava processos internos da instituição que apuravam a conduta do então procurador da 'Operação Lava Jato' - as informações são do g1. Os processos poderiam levar à demissão - e, em consequência, à inelegibilidade.

Com isso, o registro de candidatura de Dallagnol naquelas eleições foi negado e, do ponto de vista jurídico, a candidatura jamais existiu - o que levou à perda do mandato. Logo, ele pode solicitar o registro de candidatura novamente, o qual será analisado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE/PR).

Entretanto, ele pode ser negado - em razão do caso de 2023. Se isso ocorrer, Deltan pode recorrer ao TSE, etc. Porém, especialistas em direito eleitoral destacam que por haver uma decisão de órgão superior, no caso do TSE, não caberia ao Tribunal do Paraná decidir sobre a inelegibilidade ou não de Dallagnol.

Com isso, essa discussão ainda deverá render novos capítulos. O mais recente foi que a Justiça Eleitoral voltou a proibir a ex-ministra Gleisi de dizer que Deltan está inelegível até 2031.

Leia abaixo um resumo da notícia

- Liderança de Deltan Dallagnol: o ex-procurador lidera isolado nos dois cenários testados pela pesquisa, alcançando 41,8% no primeiro cenário e saltando para 51,9% no segundo (quando nomes como Alvaro Dias e Cristina Graeml não são citados). O levantamento reforça a preferência majoritária do estado por candidatos de direita, com Alvaro Dias (35,8%) e Alexandre Curi (23,3% e 32%) também figurando em posições competitivas;

- Altos Índices de Rejeição e Recorte Regional: a pré-candidata Gleisi Hoffmann (PT) concentra o maior índice de rejeição no estado (54%). Quando o foco se volta para a região de Ponta Grossa (Campos Gerais), esse número sobe para 57%, evidenciando um território particularmente difícil para a esquerda. Em contrapartida, Filipe Barros (PL) aparece como o nome com menor rejeição entre o eleitorado da região (2,3%);

- O Impasse da Elegibilidade: apesar da liderança nas pesquisas, a viabilidade da candidatura de Deltan Dallagnol é cercada de incertezas jurídicas. O texto relembra que ele teve o registro cassado pelo TSE em 2023 por fraude à Lei da Ficha Limpa. Embora ele possa solicitar um novo registro para o pleito de 2026, especialistas divergem se o TRE/PR pode ignorar a decisão anterior do TSE, o que promete tornar a disputa nos tribunais tão intensa quanto nas urnas.

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