Coronel suspeito de matar esposa PM é preso em São Paulo
Mandado de prisão foi cumprido em São José dos Campos

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, investigado pela Polícia Civil de São Paulo pela morte da esposa, a policial militar Gisele Santana, foi preso na manhã desta quarta-feira (18).
O pedido de prisão preventiva havia sido encaminhado à Justiça paulista na terça-feira (17) e foi autorizado. A ordem foi cumprida pela Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo, com apoio do 8º Distrito Policial, no Belenzinho.
Conforme a CNN, a prisão ocorreu na residência do oficial, em São José dos Campos, no interior do estado. Ele deverá ser levado à delegacia responsável pelo caso, na zona leste da capital paulista, onde será interrogado e formalmente indiciado, conforme os procedimentos legais.
Na sequência, o tenente-coronel passará por exame de corpo de delito e permanecerá à disposição da Justiça no Presídio Militar Romão Gomes. Enquanto o Inquérito Policial Militar segue em fase final, a investigação conduzida pela Polícia Civil já foi concluída.
A Corregedoria da PM também solicitou a prisão do oficial à Justiça Militar estadual, incluindo, além dos crimes investigados, a acusação de violência doméstica. Ele foi indiciado por feminicídio e fraude processual.
As apurações foram realizadas de forma conjunta entre as polícias Civil e Militar. Durante o processo, os investigadores identificaram contradições nos depoimentos do tenente-coronel, especialmente em relação ao relacionamento do casal e à versão apresentada inicialmente de que a morte teria sido um suicídio.
Também foram constatadas inconsistências na conduta do oficial após o disparo da arma até o registro da ocorrência, o que levantou dúvidas sobre sua narrativa.
De acordo com laudos da Polícia Técnico-Científica, as evidências periciais e médico-legais descartam a hipótese de suicídio e indicam possíveis alterações na cena do crime.
A CNN Brasil informou que tenta contato com a defesa do tenente-coronel para obter um posicionamento. O espaço segue aberto para manifestação.




















