Dono do Banco Master e cunhado são transferidos para presídio no interior de SP | aRede
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Dono do Banco Master e cunhado são transferidos para presídio no interior de SP

Daniel Vorcaro e o pastor Fabiano Zettel estavam detidos em Guarulhos desde quarta-feira (4) após ordem de prisão preventiva do STF

Transferência ocorre nesta quinta-feira (5)
Transferência ocorre nesta quinta-feira (5) -

João Victor

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O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro, foram transferidos na manhã desta quinta-feira (5) para a Penitenciária II de Potim, no interior de São Paulo. A informação foi divulgada conforme publicado com exclusividade pelo Portal Metrópoles.

Os dois haviam sido presos na quarta-feira (4), durante a terceira fase da Operação Sem Compliance, conduzida pela Polícia Federal (PF), que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça. A prisão preventiva foi decretada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Após a detenção, Vorcaro e Zettel foram levados ao Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos, onde permaneceram durante a fase inicial de inclusão no sistema prisional.

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Procedimentos no sistema prisional

De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), os dois passaram a noite em regime de observação. O procedimento inclui revista, higienização pessoal e padronização da aparência, com corte de cabelo e raspagem de barba e bigode, além da entrega do uniforme prisional — composto por camiseta branca e calça bege.

Na manhã seguinte, ambos foram transferidos para a Penitenciária II de Potim, unidade inaugurada em 2002 que abriga presos em regime fechado.

Outros dois investigados também tiveram a prisão preventiva decretada na mesma operação. Segundo a Polícia Federal, eles são suspeitos de integrar uma suposta “milícia privada” que atuaria a mando de Vorcaro para intimidar adversários e jornalistas.

GALERIA DE FOTOS

  • Daniel Vorcaro foi preso preventivamente na manhã de quarta-feira (4) e levado para a sede da PF em SP
    Daniel Vorcaro foi preso preventivamente na manhã de quarta-feira (4) e levado para a sede da PF em SP
  • O pastor Fabiano Zettel chega a PF em SP
    O pastor Fabiano Zettel chega a PF em SP
  • Dono do Banco Master e cunhado são transferidos para presídio no interior de SP
  • Dono do Banco Master e cunhado são transferidos para presídio no interior de SP

Investigação da Polícia Federal

A terceira fase da Operação Compliance Zero investiga a possível atuação de uma organização criminosa envolvida em crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.

No total, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais, todos expedidos pelo STF. As investigações contam com apoio do Banco Central.

Além das prisões, a Justiça determinou medidas cautelares contra investigados, incluindo o afastamento de servidores do Banco Central e o bloqueio e sequestro de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos ligados ao grupo investigado.

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Defesa

Em nota enviada ao Metrópoles, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que o cumprimento do mandado de prisão ocorreu sem que os advogados tivessem acesso prévio aos elementos que fundamentaram a decisão judicial. Os representantes também afirmaram que o empresário sempre esteve à disposição das autoridades e que segue colaborando com as investigações.

Vorcaro já havia sido preso anteriormente pela Polícia Federal em novembro do ano passado, quando se preparava para embarcar em um voo internacional após anunciar a venda do Banco Master para um fundo de investimentos. Na ocasião, ele foi liberado 11 dias depois e passou a usar tornozeleira eletrônica.

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RESUMO DA MATÉRIA:

- Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o pastor Fabiano Zettel foram transferidos para presídio em Potim (SP).

- Prisões ocorreram na terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça.

- Justiça determinou também bloqueio e sequestro de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões.

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