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Policial penal é condenado por cobrar propina de presos e usá-los em obras particulares

Policial militar, agente terceirizado e ex-detento também estão entre os condenados; grupo teria recebido R$ 210 mil em propina

Grupo teria recebido R$ 210 mil em propina de presos
Grupo teria recebido R$ 210 mil em propina de presos -

Publicado por Lucas Veloso

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Quatro homens foram condenados pela Justiça em Laranjeiras do Sul, na região central do Paraná, por envolvimento em um esquema de cobrança de propina dentro da Cadeia Pública do município. Entre os condenados estão um policial penal, um agente terceirizado da Polícia Penal do Paraná, um policial militar e um ex-detento. Cabe recurso da decisão.

A investigação, como mostrou a Banda B à época, foi conduzida pelo Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que deflagrou a operação em abril de 2024. À época, mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos após a apuração apontar que agentes públicos estariam beneficiando presos em troca de dinheiro.

Segundo a denúncia, os réus pediram e receberam aproximadamente R$ 210 mil em propina de detentos. Em troca, favoreciam presos com transferências para outras unidades e emissão de atestados de remição de pena. O grupo também teria usado mão de obra de detentos para reformas em imóveis particulares, configurando abuso de função.

O policial penal recebeu a maior pena: 19 anos e 24 dias de prisão e foi condenado à perda do cargo público. O agente terceirizado da Polícia Penal foi condenado a 14 anos de reclusão e 5 meses de detenção. Já o policial militar recebeu pena de 2 anos, 4 meses e 24 dias de reclusão, enquanto o ex-detento foi condenado a três anos de reclusão.

CONFIRA UM RESUMO DA NOTÍCIA:

Condenação por esquema de propina: Quatro homens foram condenados pela Justiça em Laranjeiras do Sul por participação em um esquema de cobrança de propina na Cadeia Pública do município. Entre os réus estão um policial penal, um agente terceirizado da Polícia Penal do Paraná, um policial militar e um ex-detento. Cabe recurso da decisão.

Investigação do Gaeco: A apuração foi conduzida pelo Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Guarapuava do Gaeco, que apontou o recebimento de cerca de R$ 210 mil em propinas. Em troca, os envolvidos teriam favorecido presos com transferências, emissão de atestados de remição de pena e uso irregular de mão de obra carcerária em imóveis particulares.

Penas aplicadas: O policial penal recebeu a maior condenação, com 19 anos e 24 dias de prisão e perda do cargo público. O agente terceirizado foi condenado a 14 anos e 5 meses; o policial militar a 2 anos, 4 meses e 24 dias; e o ex-detento a 3 anos de reclusão.

Com informações de Banda B, parceiro do Portal aRede.

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