Crianças estão entre as vítimas de temporal histórico em Minas Gerais | aRede
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Crianças estão entre as vítimas de temporal histórico em Minas Gerais

A presença de crianças e adolescentes comove as comunidades locais, que utilizam as redes sociais para prestar homenagens e cobrar apoio das autoridades

Até o momento, foram confirmadas 37 mortes devido às fortes chuvas
Até o momento, foram confirmadas 37 mortes devido às fortes chuvas -

Publicado Por João Iansen

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As fortes chuvas que castigaram as cidades de Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata mineira, entre segunda (23) e terça-feira (24), deixaram um rastro de destruição e luto, com o registro de 37 mortos e 33 desaparecidos. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), todas as mortes confirmadas até o momento foram causadas por soterramentos. Entre as vítimas identificadas, a presença de crianças e adolescentes comove as comunidades locais, que utilizam as redes sociais para prestar homenagens e cobrar apoio das autoridades.

A tragédia atingiu severamente o ambiente escolar da região. Entre as vítimas mais jovens está Maitê Cecília Pereira Fernandes, de apenas 5 anos, aluna da Escola Municipal Vereador Raymundo Hargreaves. A instituição também perdeu a funcionária Rosimeire do Carmo de Oliveira Souza e seus dois filhos, Arthur Rafael e Miguel Carlos, ambos alunos do 2º ano do Ensino Fundamental.

"Perdemos três alunos soterrados e a mãe de um aluno. A situação dos bairros Bom Jardim e Linhares, onde a maioria mora, está devastadora. Está muito caótica e com previsão de mais chuva", disse a diretora da escola, Delba Vieira Garcia.

A instituição abriu as portas nesta terça à tarde para receber desalojados e espera abrigar cerca de 60 pessoas. "Estamos recebendo doações. É muito complexo. Estamos passando por um momento muito difícil."

No Colégio de Aplicação João XXIII, a comunidade lamenta a morte de Bernardo Lopes Dutra, o "Tomatinho", de 13 anos. O adolescente era aluno do 7º ano e atleta de uma escolinha de futebol local. Enquanto o jovem foi sepultado nesta quarta-feira (25), sua mãe e irmã permanecem hospitalizadas em recuperação.

O luto se estende à Escola Estadual Batista de Oliveira, que suspendeu as aulas até sexta-feira (27) após as mortes dos estudantes Joyce Garcia, Kalleb Reis e Ramon Almeida.

Além das crianças, a tragédia vitimou pessoas que morreram tentando salvar o próximo. O policial penal Reinaldo Neiva Ferreira e o cidadão Bruno Bonifácio são descritos por familiares como "heróis" por terem sido atingidos por deslizamentos enquanto prestavam socorro a outras vítimas em situação de risco.

O desastre também devastou famílias inteiras, como no caso da professora Iara Martins de Paula, que morreu soterrada ao lado das filhas, Ivana e Liana. Outras vítimas identificadas incluem a tutora da UFJF, Carla da Silva Teixeira; a servidora municipal Deogracia Aurélia Fernandes; e o aposentado William Cordeiro da Silveira, de 69 anos.

Identificação e buscas

A Polícia Civil informou que os corpos passam por exames de necropsia e identificação técnica. Até a última atualização, 19 corpos haviam sido liberados para as famílias — 14 em Juiz de Fora e cinco em Ubá — enquanto três seguem aguardando reconhecimento oficial. Equipes de resgate mantêm as buscas pelos 33 desaparecidos, concentrando esforços nas áreas onde o terreno permanece instável devido ao volume de lama e detritos.

Entre as vítimas já identificadas estão:

- Arminda de Fátima Soares

- Arthur Rafael de Oliveira Machado

- Bernardo Lopes Dutra

- Carla Teixeira

- Deogracia Aurélia Fernandes

- Kaleb Marques Reis dos Santos

- Maitê Cecília Pereira Fernandes

- Miguel Carlos da Silva Machado

- Neuza Mageste

- Ramon Rafael Araújo de Almeida

- Rosimeire do Carmo de Oliveira Souza

RESUMO

Impacto da tragédia: As fortes chuvas causaram 37 mortes confirmadas e deixaram 33 pessoas desaparecidas na Zona da Mata mineira, com todos os óbitos decorrentes de soterramentos.

Vítimas na comunidade escolar: Entre os mortos estão diversas crianças, adolescentes e funcionários de escolas locais, o que levou à suspensão de aulas e à transformação de colégios em abrigos para desalojados.

Esforços de resgate e identificação: A Polícia Civil trabalha na liberação dos corpos e na identificação técnica, enquanto equipes de busca continuam procurando por desaparecidos em áreas de risco e terreno instável.

Com informações: TNOnline.

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