Setor de Shopping Centers supera marca de R$ 200 bilhões em faturamento em 2025 | aRede
PUBLICIDADE

Setor de Shopping Centers supera marca de R$ 200 bilhões em faturamento em 2025

De centros de compras a espaços de convivência, o setor consolida sua transformação, bate recordes e reforça seu papel como motor econômico e social do país

Dados indicam que Brasil possui 658 shoppings em operação
Dados indicam que Brasil possui 658 shoppings em operação -

Publicação por Lincoln Vargas

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

Mais do que centros de compras, verdadeiras "plataformas de viver". É sob esta premissa de reinvenção que o setor de shopping centers no Brasil celebra um marco histórico.  Segundo os novos dados do Censo Brasileiro de Shopping Centers 2025-2026, elaborado pela Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers), o setor superou, pela primeira vez em sua trajetória, a barreira dos R$ 200 bilhões em faturamento, atingindo R$ 201 bilhões em vendas anuais, uma alta de 1,2% em relação a 2024.

O anúncio ganha um contorno ainda mais especial: em 2026, a Abrasce comemora 50 anos de história, consolidando um legado que caminha lado a lado com os 60 anos do setor de shopping centers no Brasil. Os dados do novo Censo revelam um momento de maturidade do mercado, marcado por recorde histórico de vendas, aumento na geração de empregos e, sobretudo, por uma mudança efetiva no comportamento do consumidor. Cada vez mais associados a lazer, serviços e convivência, os shopping centers registram um tempo médio de permanência de 80 minutos — o maior já observado na história do setor.

Mais do que locais para compra, os dados revelam que o shopping center moderno se consolidou como um verdadeiro hub de conveniência. Se antes o foco era quase exclusivamente o varejo, hoje o mix de operações reflete essa transformação: serviços e conveniências estão presentes em cerca de 90% dos empreendimentos, com serviços estéticos, academias e até clínicas médicas, além de outros formatos que ampliam a frequência e o vínculo com o público.

"Acompanhamos a tendência dos shoppings se consolidarem como espaços de convivência e oásis urbanos", afirma Glauco Humai, presidente da Abrasce. "Essa capacidade de adaptação ágil, incorporando opções focadas em experiência, foi o que permitiu ao setor fechar 2025 com mais espaço na vida do brasileiro, mesmo diante de desafios econômicos".

SHOPPING PLAZA

A inauguração do Plaza Campos Gerais em dezembro de 2025 consolidou Ponta Grossa como um dos principais polos de varejo e serviços do Sul do Brasil. Com um investimento de aproximadamente R$ 350 milhões, o empreendimento de 76 mil m² não apenas ampliou o mix de consumo, mas alterou drasticamente a dinâmica urbana da cidade.

O shopping agiu como uma "âncora urbana", atraindo novos lançamentos residenciais de médio e alto padrão e condomínios horizontais para as proximidades da Prefeitura e da Acipg..

No mercado de trabalho, o impacto  foi imediato e massivo, posicionando o setor de serviços como o maior empregador da cidade no início de 2026:

 A soma das fases de construção e operação resultou em 3.000 empregos diretos e indiretos. Com a abertura das portas, foram asseguradas 2.000 vagas diretas nas 130 operações do shopping, abrangendo desde vendas e gerência até manutenção e segurança.  O projeto impulsionou parcerias com agências de emprego locais para o preenchimento de vagas em grandes âncoras como Muffato Gourmet, Renner, C&A e Riachuelo.

SETOR EM EXPANSÃO

Os números do Censo ajudam a dimensionar a robustez dessa indústria:

- Capilaridade: São 658 shoppings em operação no Brasil, somando uma Área Bruta Locável (ABL) de 18,3 milhões de m², distribuídos por 253 cidades.

- Empregabilidade: O setor é um dos grandes motores da economia, gerando mais de 1 milhão de empregos diretos, alta de 1% em relação ao ano anterior.

-  Perfil dos empreendimentos: Mais de 60% dos shoppings são de porte pequeno ou médio, enquanto os shoppings especializados (como outlets e open malls) ganharam espaço, saltando de 13,8% para 16% de participação.

- Fluxo e atendimento: Mensalmente, mais de 471 milhões de pessoas circulam pelos empreendimentos.

- Taxa de ocupação: A vitalidade dos espaços físicos é comprovada pela ocupação média, que atingiu 95,4% em 2025.

ERA DOS DADOS NO SETOR DE SHOPPING CENTERS

Há 25 anos, o setor de shopping centers no Brasil viveu uma verdadeira virada de chave. À medida que ganhava cada vez mais escala, complexidade e relevância econômica, tornou-se evidente a necessidade de dados estruturados, confiáveis e contínuos que refletissem essa evolução. Atenta a esse movimento e ao crescente grau de profissionalização do mercado, a Abrasce deu início à criação e à medição sistemática dos dados do setor, iniciativa que mais tarde se consolidou como o Censo Brasileiro de Shopping Centers, estabelecendo um novo padrão de inteligência de mercado no país.

Desde então, os números passaram a traduzir, de forma consistente, essa trajetória de crescimento. Ao longo dos últimos 25 anos, o número de empreendimentos cresceu, em média, 18,9% a cada cinco anos, enquanto a Área Bruta Locável (ABL) avançou 30,4% e o total de lojas aumentou 31,2%, ampliando o mix de varejo, serviços e conveniência. Esse avanço teve impacto direto na economia: a geração de empregos diretos cresceu, em média, 28,7% a cada cinco anos, saltando de 328 mil postos em 2000 para 1,083 milhão em 2025, enquanto o faturamento apresentou crescimento médio de 56,1% por quinquênio, culminando no recorde histórico de R$ 201 bilhões em vendas anuais.

A FORÇA DA INTERIORIZAÇÃO

A consolidação da interiorização é um dos exemplos mais claros de como o Censo Abrasce é um instrumento vivo, em constante atualização. À medida que o setor se transformava e novas dinâmicas ganhavam força, a Abrasce ampliou análises para acompanhar mudanças estruturais relevantes, como a expansão acelerada dos shoppings para além das capitais. Os dados mostram que essa tendência se intensificou a partir de 2015, quando os empreendimentos estavam presentes em 196 municípios; em 2020, esse número chegou a 226; e, em 2025, atingiu 253 cidades — uma expansão territorial de 29% em dez anos, evidenciando uma estratégia sólida e sustentável de crescimento fora dos grandes centros.

Esse movimento atingiu um novo patamar de maturidade: hoje, mais da metade dos shoppings brasileiros já está localizada fora das capitais, transformando esses empreendimentos em polos de desenvolvimento socioeconômico regional. Regionalmente, o Sudeste manteve a liderança, respondendo por 57% do faturamento do setor, enquanto o Nordeste se destacou pela maior produtividade, com faturamento médio por shopping de R$ 350,4 milhões, acima da média nacional de R$ 305,3 milhões. Já o Norte despontou como importante fronteira de infraestrutura, liderando o aumento na média de vagas de estacionamento no país.

PERSPECTIVAS PARA 2026

Para o ano do cinquentenário, o otimismo prevalece. A Abrasce prevê a inauguração de 11 novos shoppings em 2026, com destaque para a região Sudeste, que deve receber seis novos empreendimentos. A projeção de crescimento para o setor é de 1,4%.

"Chegamos aos 50 anos com um setor forte, resiliente e em constante evolução", conclui Humai. "O shopping do futuro é aquele que resolve a vida do consumidor em um só lugar, oferecendo segurança, entretenimento e, acima de tudo, conexão humana".

Com informações da Assessoria de Imprensa

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right